17.10.16

CONCLUSÕES - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

CONCLUSÕES

As instalações de sprinklers são comprovadamente meios de extinção automática de incêndio eficazes, e cada vez mais aplicados em Portugal. Todavia, não fosse o relativamente elevado investimento inicial e o custo de manutenção, a sua aplicação seria mais generalizada. Porque atuam rapidamente no foco de incêndio e não necessitam de intervenção humana, são um “instrumento” importante à salvaguarda da vida humana, assim como na vigilância e proteção de espaços de bens materiais e dos prejuízos inerentes da ocorrência do mesmo.

A regulamentação existente no nosso País acerca de sistemas automáticos de extinção de incêndio por água – sprinklers, tolera informação avulsa e necessita de uma melhor coordenação das entidades reguladoras. Identifica-se algum défice de informação nomeadamente na disposição espacial (obstruções) dos sprinklers no espaço a proteger, assim como a acomodação de informação de instalação do sprinkler do tipo ESFR na atual legislação, que vem sendo alvo de exploração e aplicação crescente no nosso País. Só com recurso à norma americana NFPA 13 é possível cobrir essas lacunas e dúvidas de instalação, apesar de ser uma norma de difícil consulta, não só pela complexidade, como pela quantidade de informação para cada situação específica. A existência de várias normas e textos complementares a essas normas que depois aparecem revogadas por outras, para apenas alterar um ou dois artigos faz aumentar a complexidade da consulta. O volume de informação pode conduzir a incongruências, isto é, não só originam problemas de incompatibilidade/ choque de critérios como é o caso da NFPA 13 e CEA 4001, para classes de risco diferentes, gerando dúvidas a quem projeta, não contribuindo para o completo esclarecimento das dúvidas, mas sim o de levantar mais incertezas.

Um dos objetivos propostos neste trabalho foi o de elaborar uma folha de cálculo em Excel para auxiliar o dimensionamento de uma rede emalhada de sprinklers a aplicar a um caso real. A verificação a que foi submetido o programa, demonstrou ser útil e fiável.

Tendo em consideração a dimensão da instalação a implantar, e os resultados obtidos para o caudal e pressão a fornecer para o correto funcionamento da rede, a rede emalhada neste caso, não se mostrou vantajosa, porque os ramais exteriores que alimentam os sub-ramais da rede são de grande diâmetro e comprimento. A rede emalhada por si só tem maior extensão de tubagem que a rede ramificada.

Sabe-se no entanto que o seu maior custo inicial é muitas vezes compensado, pelas vantagens de exploração que oferece, nomeadamente em caso de avarias.

A rede ramificada neste projeto resulta numa solução mais econômica, tendo em conta que o maior comprimento de tubagens é de diâmetros mais reduzidos, portanto, implica menor custos por metro.

Em relação ao dimensionamento da bomba, a rede ramificada apesar de necessitar de um maior caudal (diferença pouco significativa em relação à emalhada), necessita por sua vez de uma menor pressão, valor este que justifica uma menor necessidade de potência e uma consequente poupança no momento da escolha da bomba.

A rede emalhada tem a vantagem de ter uma distribuição de caudal em que é possível alimentar a rede por dois caminhos diferentes. Em contrapartida a ramificada apresenta como inconveniente a sua reduzida flexibilidade, isto é, em caso de avaria o abastecimento em toda a rede situada próxima fica cortada. A sua principal vantagem reside na sua maior economia relativamente ao investimento inicial.

Sugere-se como possível tema de desenvolvimento de trabalho futuro o estudo técnico e econômico entre sistemas de neblina (fine watermist) e um sistema de sprinklers tradicional.


Ao longo desta tese houve a preocupação de estudar vários tipos de sprinklers e as suas aplicações, de modo a facilitar a melhor escolha do sprinkler, em função da classe de risco e utilização-tipo, de acordo com a legislação nacional e internacional reconhecida.


2 comentários:

  1. Boa tarde!
    Gostaria de contactar com o autor dessa dissertação, o engenheiro Ricardo Jorge Vaz da Silva. Ando a ler a dissertação e gostava de lhe questionar algumas coisas.
    É possível facultar-me o seu contacto, por exemplo o e-mail?

    Obrigada!

    Susana Ferreira

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