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10/07/2011

Tabela de Resistência dos Nós

Tabela de resistência relativa entre alguns nós:

TIPO DE NÓ    /   RESISTÊNCIA
Sem nó ----------------- 100%
Oito ---------------------- 75~80%
Lais de Guia ----------- 70~75%
Pescador --------------- 60~65%
Pescador Duplo ------- 65~70%
Volta de Fiel ----------- 60~65%
Nó de Fita -------------- 55~65%

Sabemos, pela geometria elementar que, numa curva, definindo-se uma secção de angulação, o comprimento da circunferência interna é mais curta do que a externa. Assim, no caso de tração, as fibras externas da curva do nó serão submetidos mais do que as internas. Em média pode-se dizer que um nó enfraquece a resistência original da corda em 20 a 30%. É importante que o usuário saiba o nó adequado para cada caso, não apenas levando em consideração a tensão diferencial, mas também a versatilidade, a facilidade em desmanche e a eficiência. Todo nó deve ser checado e ajeitado, alinhando a corda e evitando pontos de encavalamentos. Eles devem ser também apertados antes de serem usados.

Tipos de nós:

NÓ EM OITO: nó normalmente utilizado para o fechamento de cadeirinha (encordoamento), também pode ser empregado para fixação de corda, loop no meio da corda, etc. Em muitos campeonatos de escalada esportiva o nó em oito é obrigatório para o encordoamento.
Ainda que seja um nó que tende a apertar quando submetido à tração, é considerado um nó seguro devido a estabilidade. É muito difícil esse nó desfazer-se por si só. O nó pode ser feito diretamente na barriga da corda (normalmente na proximidade de uma das pontas, mas não é regra) para formar uma alça para içagem, ancoragem ou fixação.
Para o encordamento deve-se fazer um nó na ponta simples da corda, passar o chicote da ponta pelao(s) ponto(s) de encordoamento da cadeirinha, e percorrer o caminho reverso com a ponta do chicote até finalizar o nó. Esse nó apresenta como vantagem a confiabilidade e a versatilidade. O nó é muito estável e a resistência não altera consideravelmente com o fato da ponta com carga contornar o nó por fora ou por dentro da curva. As desvantagens está no fato de ser um nó de difícil desmanche após submetido à carga e ocupar muita corda (é um nó volumoso). O nó em oito requer quase o dobro da corda para fechar o lais de guia. Isso faz com que, em muitos trabalhos de resgate, dependendo da situação, acabe consumindo muita corda e formando bolos volumosos nos pontos de convergência de nós como no ponto central equalizado de ancoragem.
Uma importante regra para se lembrar nos trabalhos táticos: a alça da corda deve ser o menor possível para qualquer tipo de conexão. Entenda-se que o termo “menor possível”refere-se aos aspectos operacionais. Esse procedimento é importante para economizar a corda, pois as alças consomem o dobro de metragem do material.

NÓ EM NOVE: É a variação do nó em oito tradicional com meia volta a mais. Esse nó deve ser empregado basicamente da mesma forma que o nó em oito para cordas com diâmetro inferior a 9mm. A vantagem desse nó está no fato de ser mais fácil na hora do desmanche e ser um pouco mais forte em relação à tração. A desvantagem está no fato de consumir ainda mais corda do que o nó em oito.

LAIS DE GUIA: Este é o nó clássico dos escaladores. O seu uso para encordoamento não é tão popular hoje como já foi no passado. É um nó versátil fácil de fazer e desfazer. Também suporta bastante tensão mas tende a se aflouxar (e até se desfazer) sozinho, principalmente quando situações de tensão e alívio de carga repetem-se sucessivas vezes. O lais de guia deve ser fechado com a ponta licre dentro da alça. O fechamento com a ponta livre para fora não altera a resistência, mas a tendência do nó desfazer sozinho é muito maior. Existe uma série de variação nesse nó, quase que todos visando atenuar o problema de aflouxamento

NÓ PESCADOR DUPLO: Nó para emendar duas cordas de diâmetros semelhantes. Muito utilizado para rapel de corda cheia e fechamento de solteiras de cordeletes. Esse nó tende a apertar bastante quando carregado dificultando o desmanche. No caso de cordeletes isso não chega a ser problema uma vez que é comum não termos a necessidade de desfazer o nó, mas no caso de emendar duas cordas deve-se tomar cuidado. É um nó muito compacto e simétrico, o que facilita a checagem visual.

NÓ PESCADOR TRIPLO: É uma versão com uma volta a mais do pescador duplo. A grande vantagem está no fato desse nó suportar cargas muito elevadas. Nos testes mostrou-se quase tão forte quanto um corda sem nó, mas consome bastante corda. O desmanche pode se tornar impossível, se uma vez tracionado, mas é o único nó aceitável para o fechamento de cordeletes de spectra.

VOLTA DO FIEL: Ou popular focinho de porco, é utilizado para a auto-fixação com a própria corda. A volta do fiel é um nó simétrico e estático, isto é, não importa que ponta seja carregada, uma vez fechada, mesmo que a outra ponta esteja totalmente livre, não se solta por si só. Outra característica desse nó é a facilidade de ajuste e de desmanche. O procedimento de auto-fixação pode ser substituido por uso de uma fira auto-seguro. Esse nó é também utilizado na ponta da corda para ancoragem em árvores e postes, assim como para trabalhos em altura especialmente para amarrar galhos de árvores que serão cortados. Nesse segundo caso deve-se avaliar a direção do esforço para não correr o risco de posicionar -lo no sentido que a carga afrouxe o nó.

NÓ DINÂMICO UIAA: Nó utilizado para se dar segurança para o companheiro. Desde que seja empregado por uma pessoa devidamente treinada funciona muito bem para segurança de participante, mas o atrito é baixo e exige-se muita atenção. Apesar de ser no Brasil batizado com esse nome, não possui nenhuma aprovação pelo referido orgão (UIAA). A desvantagem desse nó é a torção que ele causa na corda. Já houve, num passado recente, comentários de que com o emprego desse nó poderia-se criar sistema de segurança ideal para trabalhos em resgate. No entanto, os testes foram desastrosos sendo que os corpos de testes, em muitos casos, despencaram até o chão. O nó UIAA não deve ser empregado para rapel.

BORBOLETA: É o nó utilizado para se criar uma alça no meio da corda para o encordoamento com o emprego de mosquetão de trava. Também é muito bom para ancoragem no meio da corda, pois o nó é simétrico, o que facilita a checagem visual, e suporta carga multidirecional.

PRUSIK: Nó bloqueante que pode ser utilizado para travamento de corda ou empregado para se executar procedimentos de subida. Normalmente utiliza-se cordins de 6 ou 7mm sobre cordas de 9 a 11 mm de diâmetro. Para trabalhos de resgate e operações táticas emprega-se a versão de três voltas com cordeletes de 8 ou 9 mm sobre corda estática de 10 a 12,5mm. Acredita-se que o diâmetro ideal do cordelete deve girar em torno de 70% do diâmetro da corda a ser bloqueada. Os cordeletes macios tendem a apertar forte sobre a corda principal e dificulta a operação de soltura. Os cordeletes duros apresentam dificuldades em atingir o ponto de aperto crítico e podem escorregar. Para otimizar a eficiência em situações que necessitam de ajustes constantes é importante que se encontre cordeletes com maciez adequada. A versão de duas voltas é o padrão geral para uso pessoal e funcionam muito bem quando corda e cordelete possuem diferentes tipos de construção estrutural. A versão de três voltas é empregada quando poder bloqueante superior é desejável como nas operações táticas e de resgate.

MACHARD: Outro nó bloqueante que pode tanto ser feito com cordim ou com fita de nylon tipo solteira. Assim como prussik é utilizado para travamento e subida pela corda. Deve-se tomar cuidado pois o ajuste é mais complexo do que o prussik e apresenta uma certa facilidade em correr. Não se deve executar o nó machard com fitas spectra, pois a superfície do material é muito lisa e o nó pode correr mesmo que esteja devidamente apertada.


Bombeiroswaldo...

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