21.10.16

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO - DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO - FASES DE DESENVOLVIMENTO DE UM INCÊNDIO - Incêndio em fase de propagação - Fases de desenvolvimento de um incêndio - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO


FASES DE DESENVOLVIMENTO DE UM INCÊNDIO



As fases de desenvolvimento de um incêndio habitualmente referidas, sem intervenção com vista à sua extinção, são as seguintes [4]:

. Ignição;

. Produção de chama;

. Propagação/ asfixia (consumo de oxigênio);

. Combustão generalizada (possível); 

. Explosão de fumo (possível);

. Combustão contínua;

. Declínio.


A primeira fase, o período de ignição, dá-se devido à presença de 4 elementos, o combustível, o comburente, energia de ativação e a reação em cadeia. Estão assim presentes as condições necessárias para o aparecimento natural de chamas, caso estas condições se mantenham. É a fase de produção de chama.

Se o local do incêndio é propenso à renovação de ar, e possibilidade de libertação de fumos e gases para o exterior, o incêndio fica comandado pelo combustível existente no local. A libertação de calor das chamas assim como de fumos e gases quentes é favorável à ignição de mais combustível, entrando assim na fase de propagação do incêndio (figura 2.1.).

Se por sua vez, o incêndio se desenvolver em compartimento suficientemente estanque, que dificulte a entrada de ar novo e o escape dos gases de combustão, a sua propagação será dificultada.

O incêndio encontra-se assim restrito a um ambiente menos favorável relativo à sua condição inicial, contrastando com o aumento de temperaturas afetas aos elementos construtivos que definem esse espaço. Nestas condições, e mediante a queima parcial ou completa do combustível presente no compartimento, em combinação com a ausência de oxigênio (queima e substituição por gases tóxicos), dar-se-á lugar à entrada na fase de asfixia do incêndio, que o poderá levar à sua extinção ao fim de muito (ou pouco) tempo.

É corrente nestes acidentes, a ocorrência de um aumento brusco do teor de oxigênio (janela estilhaça e parte; porta resistente cede, etc.), e a consequente visualização a partir do exterior de um aumento (“explosão”) de fumo considerável. O processo de combustão ressurge com intensidade bastante elevada, originando assim este fenômeno de explosão de fumo. Como consequência, pode implicar o risco de perdas de vidas humanas (ainda presentes no edifício ou em processo de evacuação) pela presença dos gases e fumos de combustão impróprios para respirar, à má visualização dos corredores e do espaço, colocando em risco também quem o tenta combater (bombeiros).



Não ocorrendo asfixia (inalação do fumo) local, a fase seguinte é a de combustão generalizada, que envolve o suprir da totalidade do combustível existente no local. O incêndio ao atingir um regime estacionário entra na fase de combustão contínua. A última etapa de desenvolvimento do incêndio (figura 2.2.), denominada de declínio, ocorre após o consumo total do combustível do espaço, com a consequente diminuição da intensidade do incêndio (diminuição da temperatura e da produção de chamas, fumo e gases de combustão).
  




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