21.10.16

LOCAIS A EQUIPAR COM SISTEMAS FIXOS DE EXTINÇÃO AUTOMÁTICA POR ÁGUA - Esquema de um sistema de sprinklers - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

LOCAIS A EQUIPAR COM SISTEMAS FIXOS DE EXTINÇÃO AUTOMÁTICA POR ÁGUA

O artigo n.º 173 da Portaria n.º 1532/ 2008 de 29 de Dezembro [6] define os locais a equipar com sistemas de extinção automática por água através de aspersores (sprinklers), que importa citar:

- Utilizações-tipo referidas no n.º 6 do artigo 18.º desta mesma portaria, com o objetivo de duplicar a área de compartimentação de fogo;

- Utilizações-tipo II da 2ª categoria de risco ou superior, com dois ou mais pisos abaixo do plano de referência;

- Nas utilizações-tipo III, VI, VII e VIII, da 3ª categoria de risco ou superior, em edifícios, com as exceções para a utilização-tipo VIII, constantes das disposições específicas do capítulo VI do título VIII da mesma portaria;

- Na utilização-tipo XII da 2ª categoria de risco ou superior;

- Locais adjacentes a pátios interiores cuja altura seja superior a 20m;

- Locais considerados de difícil acesso e elevada carga de incêndio.



Quando devidamente propostos e justificados pelos projetistas e aceites pela ANPC, estes sistemas de extinção automática por água podem também ser adotados como medida compensatória nos casos de:

- Postos de transformação existentes, cuja localização não seja permitida nos termos regulamentares e cujos transformadores ou dispositivos de corte utilize-se de líquidos inflamáveis;

- Aberturas em paredes ou pavimentos resistentes ao fogo, designadamente quando através delas possam passar meios de transporte móveis, como cintas ou telas;

- Locais de fabrico, armazenagem ou manipulação de produtos não reagentes com a água de forma perigosa;

- Depósitos de líquidos ou gases inflamáveis;

- Equipamentos industriais;

- Todos os locais existentes que não possam cumprir integralmente as medidas passivas de segurança na regulamentação nacional aplicável.



Um sistema de sprinklers é constituído por (figura 3.1.):

- Dispositivos de pulverização e projeção de água – sprinklers (ou pulverizadores);

- Dispositivos de detecção de incêndios, normalmente associados aos sprinklers;

- Posto de controle com dispositivo de emissão de alarme;

- Condutas da rede (canalizações);

- Válvulas de seccionamento, de teste e retenção;

- Manômetros e dispositivos de monitorização;

- Fonte de abastecimento e pressurização de água.





Do posto de comando, instalado próxima da alimentação do sistema, parte uma conduta vertical – coluna principal – à qual se liga o ramal principal (tronco). Deste último, que constitui a coluna dorsal de toda a instalação, desenvolvem-se as tubagens secundárias – ramais. Assim, as tubagens secundárias alimentam as tubagens onde se instalam os sprinklers – os ramais simples (sub-ramais).

No ponto mais afastado do posto de controle (na extremidade de um sub-ramal simples) é instalado a válvula de teste e drenagem de toda a instalação.



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