21.10.16

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS - Norma Europeia EN 12845 - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS

Norma Europeia

A escolha dos sprinklers, o tipo de instalação, assim como a necessidade do abastecimento de água dependem dos riscos dos espaços a proteger, e da eficácia dos meios de intervenção de incêndio.

As redes são classificadas em três classes de risco: 

- Risco ligeiro;

- Risco ordinário;

- Risco grave.


Existe uma diferenciação na abordagem da classificação do risco do espaço a defender, nas normas EN 12845 [8] e a NFPA 13 [9], que se passa a clarificar.



A norma EN 12845 [8] aborda as classes de risco agrupando os edifícios ou áreas a proteger contendo produtos e risco de incêndio com a seguinte graduação [10]:

- Risco ligeiro (RL): ocupações não industriais com baixo risco de incêndio e combustibilidade, em que áreas superiores a 126 m² têm que possuir uma envolvente com resistência ao fogo superior a 30min. São locais de risco ligeiro, por exemplo: escolas e outros estabelecimentos de ensino, e edifícios administrativos (certos espaços) e prisões;

- Risco ordinário (RO): espaços (industrias e armazéns) onde são processados ou fabricados materiais com risco médio de incêndio e média combustibilidade. Esta classe de risco subdivide-se em 4 grupos, que diferem em função da altura de armazenamento, espaços entre cargas, etc.:

- RO1 – são exemplos: fábricas de cimento e de produtos em chapa metálica;matadouros; indústrias de laticínios; hospitais; hotéis; bibliotecas (excluindo depósitos de livros); restaurantes; escolas; edifícios administrativos; salas de computadores (excluindo depósitos de bobines);

- RO2 – são exemplos: laboratórios fotográficos; indústrias de produtos fotográficos; stand de automóveis (garagens); fábricas de construção de máquinas; padarias; fábrica de doces; cervejarias; fábricas de chocolate; fábricas de confecções; laboratórios; lavandarias; apartamentos; museus e fábricas de peles;

- RO3 – são exemplos: fábricas de: vidros; sabão; eletrônica; aparelhagem rádio; frigoríficos; máquinas de lavar; alimentação para animais (rações); vegetais desidratados; açúcar; papel; cabos; de plástico e artigos em plástico (excluindo as espumas); borracha; fibras sintéticas excluindo acrílicos; tapeçarias (excluindo borracha e espuma plástica); tecidos e roupas; calçado; malhas; linho; colchões (espuma plástica); costura; tecelagem; lãs e estambre; mobiliário em madeira. E ainda tinturarias; moagens; estúdios de emissão de rádio; gares de caminho-de-ferro; gabinetes de projeto; tipografias; carpintarias; salas de exposição de mobiliário em madeira; e oficinas de estofadores (excluindo a espuma plástica);

- RO4 – são exemplos: fábricas de: cera (para velas); fósforos; tabaco; cordame; preparação de linho e cânhamo; aparas de madeira; contraplacado. E ainda oficinas de pintura; destilarias de álcool; cinemas e teatros; salas de concertos; reciclagem de papel; salões de exposição; selagem de algodão e serrações de madeira.


Risco grave na produção (RGp): industrias com elevados riscos de combustibilidade e possibilidade de desenvolvimento rápido do fogo. Esta classe de risco encontra-se também subdividida em 4 grupos:

- RGp1 – são exemplos: fábricas de: revestimento em tecido e linóleo; tintas e vernizes; resinas e aguarrás; derivados da borracha; prensados de madeira;

- RGp2 – são exemplos: fábricas de: isqueiros; espumas plásticas e de borracha e de produção de alcatrão;

- RGp3 – são exemplos: fábricas de nitrato celuloso;

- RGp4 – são exemplos: fábricas de fogo-de-artifício.



Risco grave no armazenamento (RGa) para armazenamento de produtos em alturas superiores às admitidas para os RO. Esta classe de risco subdivide-se também em 4 grupos: RGA1; RGA2; RGA3; RGA4.



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