21.10.16

Resumo - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS


RICARDO JORGE VAZ DA SILVA

Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES

Orientador: Professor Doutor Francisco Taveira Pinto

Coorientador: Engenheiro Diogo Leite

Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto-Portugal.



As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respectivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir.


Este documento foi produzido a partir de versão eletrônica fornecida pelo respectivo Autor. 




RESUMO

O presente documento aborda a temática da Segurança Contra Incêndio em Edifícios, subordinado ao tema de “Dimensionamento de Redes de Sprinklers”.

Tem como objetivo geral, em relação à temática dos sistemas de combate a incêndios com água em edifícios, uma súmula dos pontos mais relevantes, realçando a importância da mesma na segurança das pessoas e bens.

É destacado o sistema automático de extinção por água utilizando sprinklers, descrevendo elementos constituintes de uma rede, até à abordagem de responsabilidades dos vários intervenientes na exploração e manutenção da mesma.

Inclui uma análise estruturada que vai desde a classificação dos diferentes tipos de sprinklers, até à aplicação de cada tipo de sprinkler no espaço a proteger.


São apresentadas metodologias de dimensionamento aplicadas a um projeto real, com vista, não só à sua compreensão de aplicação, como também a uma análise técnico-econômica (custos) das soluções apresentadas.



SÍMBOLOS E ABREVIATURAS - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS



ANPC - Autoridade Nacional de Proteção Civil

APTA - Associação de Produtores de Tubos e Acessórios

CAL - Caloria

CEA - Comité EuropeandesAssurances

CMSA - ControlModeSpecificApplication

CPVC - Policloreto de Vinilo Clorado

CSOPT - Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes

EI - Parâmetros de classificação da classe de resistência ao fogo (E - Estanquidade a chamas e gases de quentes; I – Isolamento térmico) 

ELO - Extra LargeOrifice

EN - Norma Europeia

ESFR – EarlySuppressionFast Response

IPQ - Instituto Português da Qualidade

ISO - Internacional Standard Organization

LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil

NFPA - National Fire Protection Association

NP - Norma Portuguesa

RAL - RationelleArbeitsgrundlagenfür die des Lack

RG - Risco grave

RGpi Risco grave na produção

RGAi- Risco grave no armazenamento

RIA - Rede de incêndios armada

RJSCIE - Regulamento Jurídico de Segurança Contra Incêndios em 
Edifícios

RL - Risco ligeiro

RO - Risco ordinário

RS - Responsável de segurança

RT-SCIE - Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio em 
Edifícios

SADI - Sistema automático de detecção de incêndios

SCIE - Segurança Contra Incêndio em Edifícios

SI - Serviço de incêndios


UT - Utilização-tipo




INTRODUÇÃO - MOTIVAÇÃO - ÂMBITO - OBJETIVOS - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

INTRODUÇÃO


MOTIVAÇÃO

A proteção da vida e dos bens é uma preocupação crescente que tem, em geral, cada vez mais peso e atenção por parte da sociedade no seu quotidiano. Na atual conjuntura social e econômica, a salvaguarda de vidas humanas, a escassez e o valor inerente de certas matérias-primas, são algumas das razões e motivações que levam projetistas de segurança e demais agentes das áreas da engenharia, a realizar diligências e esforços com vista a otimização de custos, cumprindo exigências conceituais de sistemas de combate a incêndios em “sintonia” com a arquitetura atual dos nossos edifícios [1].

Um sistema automático de extinção de incêndio por água, face ao risco de incêndio, tem objetivo de manter uma vigilância permanente do espaço a proteger, que em caso de ativação do sistema de extinção automático de incêndio, pulveriza de imediato o agente extintor.

A água é o agente extintor mais utilizado na extinção de incêndios. Requisitos como o facto de ser abundante e de baixo custo, assim como pela sua capacidade de absorção de calor, facilidade de armazenamento e transporte, conferem-lhe assim reconhecida eficácia no combate a incêndios [2].

A legislação afeta à temática de sistemas automáticos de combate a incêndios que deve servir o propósito de atender às necessidades da sociedade, de grupos e ou singulares interessados que pretendem usufruir de um sistema de extinção automático, integrando também todos os envolvidos com objetivo em comum de contínua melhoria da segurança, nas diferentes naturezas das suas atividades e complexidades de riscos associados e relacionados, assim como no seu desempenho.


A sua aplicação tem, entre outras, como vantagens proporcionar:  

- locais de residência, lazer e trabalho mais seguros;

- redução de custos com processos de litígio com seguradoras e agravamento de seguros;

- custos globais da solução geralmente são inferiores ao custo relacionado com acidentes (incêndios) desta natureza;

- beneficia não só apenas a segurança do local, como também o desempenho e imagem (empresa) aos olhos de quem faz usufruto do local [3].


Por sua vez, o seu incumprimento ou desajuste à realidade pode resultar em consequências trágicas e irreversíveis que por vezes trazem para a sociedade. São exemplos, a afetação social (trauma psicológica do acidente) como económica local, a recuperação dos bens (quando possível), como o tempo de espera de reabertura ou não da entidade (e/ ou empresa) após um incêndio com perdas estruturais, materiais e vidas...

Fica assim também claro, o objetivo de um correto dimensionamento de sistemas de segurança contra incêndio (sprinklers) com influência decisiva a diversos níveis desde a concessão dos espaços interiores, até implicações de natureza logística, sociais e econômicas.


ÂMBITO E OBJETIVOS

Este documento tem como objetivo principal, o dimensionamento de redes de sprinklers. Dado o vasto leque de matérias que envolvem esta temática, algumas já retratadas em documentos anteriores a este, não é necessário abordar todas as matérias, como tal, serão focados apenas os pontos relevantes e que se consideram fundamentais para o estudo do tema deste documento “Dimensionamento de Redes de Sprinklers”.


Não será um documento que responda a todas as dúvidas e que esgote o tema por completo, mas uma ferramenta auxiliar importante de abordagem ao tema. 



OBJETIVOS - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

OBJETIVOS

Os objetivos traçados para este documento são:

- Analisar diferentes tipos de sistemas de extinção de incêndio utilizando sprinklers, desde o enquadramento da legislação vigente aplicável, até aos seus princípios de dimensionamento, a aplicação e dimensionamento do projeto real, utilizando dois métodos de dimensionamento de cálculo de redes de sprinklers ramificada (cálculo hidráulico) e emalhada (segundo o método de Hardy-Cross) e a análise comparativa técnico-económica dos dois métodos de configuração citados são os principais aspetos abordados;


- Desenvolver uma folha de cálculo em Excel para auxiliar o dimensionamento de uma rede emalhada. 



ESTRUTURA DO TRABALHO - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

ESTRUTURA DO TRABALHO

A dissertação está organizada em 6 capítulos, percorrendo os diferentes objetivos já traçados no ponto anterior.

O capítulo 1 tem como objetivo servir como introdução ao tema da dissertação, e enquadrar os diferentes objetivos propostos para este trabalho.

No capítulo 2 é abordada a temática de Segurança Contra Incêndio, sendo dada atenção também aos requisitos da legislação vigente nacional e internacional referente à classificação dos riscos dos espaços a proteger. Seguidamente o capítulo 3 é dedicado ao estudo em particular dos sistemas automáticos de extinção por água (sprinklers). É feita uma análise às diferentes configurações dos sistemas automáticos de extinção de incêndios por água, assim como o estudo da composição de um sistema de sprinklers.

Com base na norma americana NFPA 13, o capítulo 4, é focalizado na análise da instalação e posicionamento dos meios automáticos de combate a incêndios, mais concretamente, os sprinklers.

Já o capítulo 5 corresponde ao dimensionamento de uma rede de sprinklers (ramificada e emalhada) e a uma análise comparativa técnico-econômica aplicada a um projeto real. Tendo em conta algumas das especificidades de projeto (impostas pelo Dono de Obra), os dimensionamentos tiveram por base a norma americana NFPA 13.


No capítulo 6, o documento termina fazendo menção a possíveis temas de desenvolvimento futuros, com vista a dar continuidade ao trabalho aqui retratado, assim como as demais conclusões a reter da dissertação elaborada.



SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO - DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO - FASES DE DESENVOLVIMENTO DE UM INCÊNDIO - Incêndio em fase de propagação - Fases de desenvolvimento de um incêndio - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


DESENVOLVIMENTO E PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO


FASES DE DESENVOLVIMENTO DE UM INCÊNDIO



As fases de desenvolvimento de um incêndio habitualmente referidas, sem intervenção com vista à sua extinção, são as seguintes [4]:

. Ignição;

. Produção de chama;

. Propagação/ asfixia (consumo de oxigênio);

. Combustão generalizada (possível); 

. Explosão de fumo (possível);

. Combustão contínua;

. Declínio.


A primeira fase, o período de ignição, dá-se devido à presença de 4 elementos, o combustível, o comburente, energia de ativação e a reação em cadeia. Estão assim presentes as condições necessárias para o aparecimento natural de chamas, caso estas condições se mantenham. É a fase de produção de chama.

Se o local do incêndio é propenso à renovação de ar, e possibilidade de libertação de fumos e gases para o exterior, o incêndio fica comandado pelo combustível existente no local. A libertação de calor das chamas assim como de fumos e gases quentes é favorável à ignição de mais combustível, entrando assim na fase de propagação do incêndio (figura 2.1.).

Se por sua vez, o incêndio se desenvolver em compartimento suficientemente estanque, que dificulte a entrada de ar novo e o escape dos gases de combustão, a sua propagação será dificultada.

O incêndio encontra-se assim restrito a um ambiente menos favorável relativo à sua condição inicial, contrastando com o aumento de temperaturas afetas aos elementos construtivos que definem esse espaço. Nestas condições, e mediante a queima parcial ou completa do combustível presente no compartimento, em combinação com a ausência de oxigênio (queima e substituição por gases tóxicos), dar-se-á lugar à entrada na fase de asfixia do incêndio, que o poderá levar à sua extinção ao fim de muito (ou pouco) tempo.

É corrente nestes acidentes, a ocorrência de um aumento brusco do teor de oxigênio (janela estilhaça e parte; porta resistente cede, etc.), e a consequente visualização a partir do exterior de um aumento (“explosão”) de fumo considerável. O processo de combustão ressurge com intensidade bastante elevada, originando assim este fenômeno de explosão de fumo. Como consequência, pode implicar o risco de perdas de vidas humanas (ainda presentes no edifício ou em processo de evacuação) pela presença dos gases e fumos de combustão impróprios para respirar, à má visualização dos corredores e do espaço, colocando em risco também quem o tenta combater (bombeiros).



Não ocorrendo asfixia (inalação do fumo) local, a fase seguinte é a de combustão generalizada, que envolve o suprir da totalidade do combustível existente no local. O incêndio ao atingir um regime estacionário entra na fase de combustão contínua. A última etapa de desenvolvimento do incêndio (figura 2.2.), denominada de declínio, ocorre após o consumo total do combustível do espaço, com a consequente diminuição da intensidade do incêndio (diminuição da temperatura e da produção de chamas, fumo e gases de combustão).
  




A PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO NUM EDIFÍCIO - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

A PROPAGAÇÃO DE UM INCÊNDIO NUM EDIFÍCIO

Dependendo de vários fatores já atrás referidos, a propagação de um incêndio num edifício é fortemente influenciada também pela arquitetura do mesmo. A localização, a disposição de janelas como elementos construtivos  e móveis disponibilizados no espaço vai determinar ou não de extração ou insuflação de ar nos compartimentos internos do imóvel, bem como a classe de resistência dos mesmos podem mudar o sentido de propagação e extensão do incêndio.

A propagação de um incêndio é mais provável fazer-se no sentido ascendente, ditada pelo efeito da convecção (efeito de chaminé). É possível caso estejam reunidas condições, a propagação do incêndio no sentido descendente.

Confinado a um compartimento, o incêndio, origina um aumento de pressão no mesmo devido à produção de gases e fumos, que têm a tendência a procurar um espaço menos pressurizado, que implica a sua saída do compartimento. Caso o compartimento seja estanque e não seja possível dar lugar à libertação dos mesmos para espaço exterior, ou compartimento adjacente, dar-se-ão 2 cenários plausíveis: com a passagem do tempo o incêndio passa a uma fase de asfixia e consequente declínio, ou então é vencida a resistência ao fogo (quebra de vidros das janelas, portas cedem, etc.) pelos elementos de compartimentação dando-se o início da propagação do incêndio ao exterior desse compartimento antes confinado.

No caso de um edifício de 2 ou mais andares, a cedência e destruição de vidros das janelas e elementos protetores de vãos exteriores para determinadas disposições, podem implicar o alastrar do incêndio a pisos superiores, e/ou por radiação ou transporte de materiais incandescentes a edifícios ou fogos vizinhos.


Já no interior as consequências do alastramento do incêndio para compartimentos adjacentes, cria condições para a sua auto sustentação mediante os elementos de compartimentação existentes, assim como pelos materiais de construção e revestimento (níveis de carga de incêndio). 



SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO - ASPETOS GERAIS - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


ASPETOS GERAIS

É responsabilidade do Estado, em matéria de segurança contra incêndios, a salvaguarda da vida e da integridade física das pessoas, a proteção do ambiente e do património histórico e cultural, bem como a proteção dos meios essenciais à continuidade de atividades sociais relevantes [4].

]
Como tal, devem ser reguladas pelo Estado e tidas como garantias de objetivos mínimos as seguintes medidas de segurança contra incêndio num edifício ou estabelecimento industrial (UT XII) [4]:

. Reduzir os riscos de eclosão de incêndios;

. Limitar a propagação do fogo, fumo e gases de combustão;

. Promover a evacuação rápida e segura de todos os ocupantes;

. Facilitar a intervenção dos bombeiros com segurança.



A proteção do património é considerada como segunda prioridade face aos riscos de incêndio, sendo em geral atribuída essa responsabilidade aos proprietários, usufrutuários ou de quem é responsável pela administração desses mesmos bens. Esta responsabilidade de proteção do património pode ser assumida em parte ou mesmo totalmente, por uma seguradora, mediante a existência de um contrato de seguro estabelecido entre ambas partes envolvidas. 



UTILIZAÇÕES - TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

UTILIZAÇÕES-TIPO DE EDIFÍCIOS E RECINTOS

Para assegurar o cumprimento das medidas de segurança contra incêndio enunciadas no ponto anterior, é necessário a adoção de medidas técnicas de prevenção e segurança contra riscos de incêndio. Para definição e atribuição das mesmas, há parâmetros que condicionam a sua aplicação, que requerem um estudo preliminar, entre eles: o porte do edifício, o tipo de ocupação (física e humana), a natureza e o tipo de atividade.

                     
De modo a sistematizar e organizar as medidas de segurança contra riscos de incêndio, é prática corrente individualizar os edifícios em função da sua ocupação, repartindo-os assim pelas seguintes classes que fazem parte integrante das utilizações-tipo (UT), constantes do Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro [4]:

- Edifícios de habitação (UT I);

- Parques de estacionamento (UT II);

- Estabelecimentos que recebem público:

- De tipo administrativo (UT III);

- Escolares (UT IV);

- Do tipo hospitalar, lares de 3ª idade, centros de dia, etc. (UT V);

- Recintos de espetáculos e de reunião pública, assim como locais de culto religioso (UT VI); 

- Hoteleiros e restauração (UT – VII);

- Comerciais, gares e terminais de transportes (UT VIII);

- Recintos desportivos e de lazer (UT IX); 

- Museus e galerias de arte (UT X); 

- Bibliotecas e arquivos (UT XI);


- Estabelecimentos industriais (UT XII).




Enquadramento para cada tipo de ocupação - Ativas - Passivas - Medidas físicas de segurança passiva (porta corta-fogo) e ativa (extintor, meio de 1ª intervenção) - De ordem Física - Humana - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

Deste modo fica facilitado o enquadramento para cada tipo de ocupação, a atribuição do risco e as respectivas medidas conseqüente da segurança à implementar. Estas medidas podem subdividir-se em dois grupos:

- Ativas – destinam-se a funcionar apenas em caso de incêndio, como o caso de sistemas e equipamentos de detecção e combate a incêndios;

- Passivas – que são intrínsecas ao local, como por exemplo, o caso das disposições construtivas dos edifícios.


Podem diferir a sua natureza mediante a situação, podendo ser de ordem (figura 2.3.) [4]:

- Física – os materiais e os elementos físicos da construção, meios de extinção, etc.;

- Humana – organização da segurança, plano de emergência, procedimentos de manutenção, etc..





LOCAIS DE RISCO - A caracterização de cada local de risco é a seguinte / Risco A / B / C/ D / E / F / - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

LOCAIS DE RISCO

São todos os espaços dos edifícios e recintos, com a exceção dos locais de passagem e instalações sanitárias, e possuem uma classificação de risco de entre seis possíveis, designadas por «Locais de Risco» de A a F [6].

Esta classificação é correspondente a cada local, independentemente de qualquer outro aspeto, como por exemplo, a utilização-tipo onde se encontra, ou a localização no edifício.


A caracterização de cada local de risco é a seguinte [4]:

- Local de Risco A – não apresenta riscos especiais, no qual se verificam simultaneamente as seguintes condições:

- o efetivo total não excede 100 pessoas;

- o efetivo de público de público não excede 50 pessoas;

- mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reação a um alarme;

- as atividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos que contém não envolvem riscos agravados de incêndio; 

- não possui meios e sistemas essenciais à continuidade de atividades sociais relevantes.


- Local de Risco B – é um local acessível a público ou ao pessoal afeto ao edifício ou recinto, com um efetivo total superior a 100 pessoas ou um efetivo de público superior a 50 pessoas, no qual se verificam simultaneamente as seguintes condições:

- mais de 90% dos ocupantes não se encontrem limitados na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reação a um alarme;

- as atividades nele exercidas ou os produtos, materiais e equipamentos que contém não envolvam riscos agravados de incêndio;

- não possua meios e sistemas essenciais à continuidade de atividades sociais relevantes.


- Local de Risco C – é um local que apresenta riscos agravados de eclosão e de desenvolvimento de incêndio devido, quer às atividades nele exercidas, quer às caraterísticas dos produtos, materiais ou equipamentos nele existentes, designadamente à carga de incêndio.

- Local de Risco D – é um local de um estabelecimento com permanência de pessoas acamadas ou destinado a receber crianças com idades não superior a 6 anos ou pessoas limitadas na mobilidade ou nas capacidades de percepção e reação a um alarme.

- Local de Risco E – é um local de estabelecimento destinado a dormida, em que as pessoas não apresentam as limitações indicadas nos locais de risco D.


- Local de Risco F – é um local que possui meios e sistemas essenciais à continuidade de atividades sociais relevantes, nomeadamente os centros nevrálgicos de comunicação, comando e controle.



CATEGORIAS DE RISCO - Parâmetros de classificação, dos quais dependem as categorias de risco, em função da UT - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

CATEGORIAS DE RISCO

Cada utilização-tipo é classificada, no que se refere ao risco de incêndio, numa de 4 categorias de risco: 1.ª de menor risco, a 4.ª de maior risco, nos termos do regime jurídico de SCIE (RJSCIE) [7].


A cada categoria de risco de uma dada utilização-tipo (UT) corresponderão:

- Diferentes exigências de segurança;

- Distintos agentes encarregados das ações de fiscalização.


Nos estabelecimentos que recebem público, o número, o tipo e as condições (capacidade) dos respectivos ocupantes serão determinantes para as atribuições das respectivas categorias.

Os parâmetros de classificação dos quais dependem as categorias de risco, variam consoante a UT, de acordo com o Quadro 2.1.


Podem-se inferir as seguintes considerações:

- a altura de uma UT influencia a sua categoria de risco, com exceção da UT XII (Industriais, Armazéns e Oficinas);

- o efetivo influencia a categoria de risco de todas as UT a que podem corresponder estabelecimentos que recebem público.


Existem quadros para definição das categorias de risco das UT (I até XII), em função daqueles parâmetros de classificação [7]. A categoria de risco de uma UT é a menor das categorias que satisfaz integralmente os critérios indicados nos quadros acima referidos. Caso não seja cumprido integralmente nenhum dos critérios correspondentes às categorias de risco indicadas nos quadros, será atribuída a 4.ª categoria de risco.





ENTIDADES COM RESPONSABILIDADE NA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

ENTIDADES COM RESPONSABILIDADE NA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO


Como já foi referido, compete ao Estado a regulamentação normativa e fiscalizadora das condições de segurança. Estas responsabilidades encontram-se “ligadas” por diferentes organismos e entidades importa destacar [4]:
              
- Corpos de bombeiros;

- Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC);

- Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes (CSOPT);

- Entidades licenciadoras (Direção Geral de Energia e Geologia, Inspeção-geral das Atividades Culturais, etc.);

- Instituto Português da Qualidade (IPQ);

- Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC);

- Entidades Seguradoras;


- E outras entidades, envolvidas na investigação e formação na área da segurança (são exemplos: Escola Nacional de Bombeiros, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Instituto Superior Técnico, etc.).



MEIOS DE INTERVENÇÃO NOS EDIFÍCIOS - EXTINÇÃO DE INCÊNDIO NUM EDIFÍCIO - DIMENSIONAMENTO DE REDES DE SPRINKLERS - RICARDO JORGE VAZ DA SILVA - Porto-Portugal

 MEIOS DE INTERVENÇÃO NOS EDIFÍCIOS


EXTINÇÃO DE INCÊNDIO NUM EDIFÍCIO


São 2 os critérios de classificação dos diversos meios de extinção de incêndios existentes num edifício [4]: 

- Tipo de operação – manual ou automática;

- Tipo de utilizador a que se destina.



Há também a destacar de entre os diferentes meios de extinção os seguintes meios:

- Extintores (portáteis e móveis);

- Mantas de incêndio ou também conhecidas por mantas ignífugas.



- Instalações hidráulicas para serviço de incêndio, que podem incluir:

- Hidrantes exteriores; 

- Redes secas e Úmidas;

- Redes de incêndio armadas (RIA);

- Sistemas automáticos de extinção a água (sprinklers ou neblina – fine watermist);

. Sistemas automáticos que recorrem a agentes extintores diferentes da água;


. Baldes de areia.