17.6.16

FRATURAS - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - Note bem - O que não deve fazer - ALGUNS EXEMPLOS DE IMOBILIZAÇÃO DE FRACTURAS - Imobilização e extensão da clavícula - Utilizando dois lenços dobrados em gravata - Imobilização do braço - Utilizando dois lenços e um jornal ou revista - Imobilização da mão e do antebraço - Imobilização da coxa - Imobilização da perna - Imobilização do tornozelo - Imobilização do pé -Imobilização do maxilar - Note bem - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

FRATURAS

Uma fratura é uma solução de continuidade no tecido ósseo. Em caso de fratura ou suspeita de fratura, o osso deve ser imobilizado.
Qualquer movimento provoca dores intensas e deve ser evitado.



SINAIS E SINTOMAS


Deve-se pensar na possibilidade de fratura sempre que haja um ou mais dos seguintes sinais e sintomas:

• Dor intensa no local.
• Edema (inchaço).
• Perda total ou parcial dos movimentos.
• Encurtamento ou deformação do membro lesionado.


O QUE DEVE FAZER

• Expor a zona da lesão (desapertar ou se necessário cortar a roupa).
• Verificar se existem ferimentos.
• Tentar imobilizar as articulações que se encontram antes e depois da fratura, utilizando talas apropriadas ou, na sua falta, improvisadas.


Note bem

• As fraturas têm de ser tratadas no Hospital.
• As talas devem ser sempre previamente almofadadas e bastante sólidas.
Quando improvisadas, podem ser feitas com barras de metal ou varas de madeira.
• Se utilizarem talas insufláveis, estas devem ser desinsufladas de 15 em 15 minutos para aliviar a pressão que pode dificultar a circulação do sangue.


O QUE NÃO DEVE FAZER

• Tentar fazer redução da fratura, isto é, tentar encaixar as extremidades do osso partido.
• Provocar apertos ou compressões que dificultem a circulação do sangue.
• Procurar, numa fratura exposta, meter para dentro as partes dos ossos que estejam visíveis.



ALGUNS EXEMPLOS DE IMOBILIZAÇÃO DE FRACTURAS


Imobilização e extensão da clavícula
(Utilizando dois lenços dobrados em gravata.)



Comece por atar, entre si, as pontas dos dois lenços em gravata que rodeiam os ombros, atando-as depois com as do lado oposto. Entre os nós formados e a pele, coloca-se uma almofada de proteção e duas outras de cada lado das axilas, para evitar a compressão das artérias que irrigam os membros superiores.

Posteriormente, coloque um pequeno pau entre os dois nós, rodando-o à volta de um eixo transversal, que irá enrolar as pontas dos lenços, encurtando-os e puxando consequentemente os ombros para trás, fazendo a extensão das clavículas.


Imobilização do braço
(Utilizando dois lenços e um jornal ou revista.)





Imobilização da mão e do antebraço



Imobilização da coxa

Se a fratura for no fêmur (coxa), as talas devem ser colocadas, do lado de fora, desde a axila até à planta do pé e do lado de dentro desde a virilha até à planta do pé.




Imobilização da perna

Se a fratura for nos ossos da perna – tíbia e/ou perônio – as talas devem ser colocadas desde a anca até à planta do pé.




Imobilização do tornozelo

Se a fratura for no tornozelo, as talas devem ser colocadas desde a parte de cima do joelho até à planta do pé.




Imobilização do pé




Imobilização do maxilar



Note bem

Em caso de suspeita de fratura de costelas, a vítima deve ser deitada em posição confortável, evitando movimentos bruscos. Não tente imobilizar.


São situações graves (fratura da coluna vertebral) que, uma vez feita a imobilização, necessitam de transporte urgente para o Hospital.



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