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MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF - SALVAR UMA VIDA - OBJETIVOS DO PRIMEIRO SOCORRO - O que é primeiro socorro - Qualidades do Socorrista - SAMU 192 - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS

SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

Desde cedo as crianças e jovens devem ser informadas sobre a forma de como proceder mediante situações inesperadas, como por exemplo, a simples mordedura de um mosquito.

No entanto é necessário garantir o rigor nas atualizações das informações que promova a saúde, o bem estar e a segurança nos espaços escolares.

Resta-me desejar a todos e em especial à comunidade educativa que todos contribuam para que os ambientes escolares sejam cada vez mais seguros.

O acidente é sempre inesperado e pode ser grave, trazendo consigo o risco de vida.


SALVAR UMA VIDA depende de uma resposta corajosa e rápida e de um desempenho adequado.

Este pequeno manual expressivo tanto na escrita como nas ilustrações ajudará você nas situações emergenciais.



OBJETIVOS DO PRIMEIRO SOCORRO

• Prevenir
• Alertar
• Socorrer


O que é um primeiro socorro?

Primeiro socorro é o tratamento inicial e temporário ministrado a acidentados e/ou vítimas de doença súbita, num esforço de preservar a vida, diminuir a incapacidade e amenizar o sofrimento.

O primeiro socorro consiste, conforme a situação, na proteção de feridas, imobilização de fraturas, controle de hemorragias externas, desobstrução das vias respiratórias e realização de manobras de Suporte Básico de Vida.

Qualquer pessoa pode e deve ter formação em primeiros socorros e sua implementação não substitui nem deve atrasar a ativação dos serviços de atendimentos emergenciais, mas sim impedir ações intempestivas, alertar e ajudar, evitando o agravamento do acidentado.


Qualidades do socorrista:

• Autocontrole e sentido de responsabilidade;

• Capacidade de organização e liderança;

• Capacidade de comunicação;

• Capacidade para tomar decisões;

• Compreensão e respeito pelo outro;

• Consciência das suas limitações.


Perante uma doença súbita ou um acidente grave, como ativar os serviços de emergência médica?



Ligar para o 192:

• Informar claramente o local onde se encontra a vítima;

• Relatar de forma simples como se deu o acidente;

• Dar indicações precisas sobre o estado da vítima;

• Pedir a quem atendeu a chamada para repetir a mensagem, a fim de verificar se esta foi devidamente entendida;

• Contatar a família da vítima (de preferência a Diretoria Escolar, se tratando de um aluno);

• Promover um ambiente calmo, afastando eventuais curiosos e evitando comentários;

• Acalmar e, se possível, pedir informações à vítima sobre o sucedido;


• Executar os primeiros socorros de acordo com o estado da vítima e as lesões sofridas, seguindo as instruções contidas neste manual.


Sala para Prestação de Primeiros Socorros - Recomenda-se como equipamento - No armário de primeiros socorros devem estar disponíveis os seguintes materiais - Kit de emergência transportável - Proposta de material básico - - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

Sala para Prestação de Primeiros Socorros

É importante que a escola disponha de um local próprio, adequado à prestação de primeiros socorros. Esse local deverá estar sempre limpo e desinfetado.


Recomenda-se como equipamento:

- um armário com materiais para primeiros socorros;
- produtos de desinfecção e limpeza;
- kit de emergência transportável.


No armário de primeiros socorros devem estar disponíveis os seguintes materiais:

• Luvas de látex descartáveis;
• Tesoura;
• Pinça;
• Compressas esterilizadas;
• Rolos de adesivos de 1 cm e 5 cm;
• Sabão (líquido de preferência);
• Anti-sépticos para desinfecção de pele e mucosas;
• Embalagem grande Gase;
• Gase vaselinada;
• Esparadrapo ou aderente;
• Termometro digital;
• Solução de glicose e pacotes de açúcar;
• Faixas;
• Band-aid;
• Produtos de desinfecção e limpeza;
• Clorexidina 4%;
• Lixívia comercial – hipoclorito de sódio a 5-10% (atenção à validade);
• Toalhas descartáveis para as mãos;
• Balde com tampa e pedal;
• Aventais descartáveis;
• Sacos de plástico apropriados para acondicionamento de produtos eventualmente contaminados, se possível de parede dupla.



Kit de emergência transportável

É essencial num kit de emergência ter disponível e acessível material que o auxilie na prestação de primeiros socorros.


Como organizar o kit?

Assegure que este contém o material indispensável e necessário.


Proposta de material básico

• Luvas de látex descartáveis (2 pares);
• Compressas esterilizadas (5 pacotes);
• Faixas (3 unidades);
• Esparadrapo (1 rolo);
• Solução de iodopovidona dérmica (Betadine) (unidades individuais);
• Soro fisiológico (1 frasco pequeno ou unidades individuais);
• Termómetro digital (1);
• Paracetamol 500 mg (1 caixa);
• 4 pacotes de açúcar ou solução de glicose;
• Esfigmomanometro (aparelho para avaliação de tensão arterial) (1);
• Gase vaselinada (5 pacotes);
• Tesoura (1);
• Pinça pequena (1);
• Gase;
• Band-aid.


Nota: É importante rever frequentemente o kit, bem como todo o material existente no armário, verificando os prazos de validade e material em falta.


LIMPEZA E DESINFEÇÃO DE MATERIAIS - Para a eliminação e/ou desinfecção do material utilizado no tratamento de feridas sangrantes devem ser seguidas as seguintes orientações - LIMPEZA DE SUPERFÍCIES E LOCAIS COM RESPINGOS DE SANGUE - - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

LIMPEZA E DESINFEÇÃO DE MATERIAIS

Uma vez terminado qualquer tratamento de feridas sangrantes há que proceder à eliminação e/ou desinfecção do material utilizado e à limpeza das superfícies ou locais eventualmente conspurcados com sangue.


ELIMINAÇÃO E/OU DESINFEÇÃO DO MATERIAL UTILIZADO


Nota: Quem proceder a estas operações deve manter sempre as mãos protegidas com luvas de borracha. 


Para a eliminação e/ou desinfecção do material utilizado no tratamento de feridas sangrantes devem ser seguidas as seguintes orientações:

• O material descartável utilizado no tratamento das feridas (luvas, avental, “Spongostan”, compressas, ligaduras, adesivos, etc.) deve ser removido para o saco de plástico de parede dupla que se atará firmemente;

• O restante material (pinças, tesouras, etc.), logo depois de utilizado deve ser lavado com água e sabão e depois mergulhado em lixívia comercial durante 30 minutos.



LIMPEZA DE SUPERFÍCIES E LOCAIS COM RESPINGOS DE SANGUE


À semelhança do material, todas as superfícies e locais respingados com sangue devem ser cuidadosamente limpos e desinfetados:

• Utilizar sempre luvas de borracha descartáveis;

• Favorecer a absorção do sangue com material irrecuperável (toalhas de papel absorvente, por exemplo);

• Deitar por cima dos locais contaminados lixívia pura (se possível a 10%) e deixar atuar durante 10 minutos;

• Remover tudo para saco de plástico adequado e fechá-lo com segurança;


• Por último, lavar toda a superfície contaminada com água. 


AFOGAMENTO - O QUE DEVE FAZER - O QUE NÃO DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

AFOGAMENTO



Convém lembrar que uma criança pequena se pode afogar em poucos centímetros de água, num tanque, balde quase vazio, ou até mesmo na banheira, durante o banho.



O QUE DEVE FAZER

• Retirar imediatamente a vítima de dentro de água;
• Verificar se está consciente, se respira e se o coração bate;
• Colocar a vítima de barriga para baixo e com a cabeça virada para um dos lados.




• Comprimir a caixa torácica 3 a 4 vezes, para fazer sair a água (fig. 4).


Se a vítima não respira, deitá-la de costas e iniciar de imediato os procedimentos do algoritmo do Suporte Básico de Vida.

Logo que a vítima respire normalmente, colocá-la em Posição Lateral de Segurança (PLS) e mantê-la confortavelmente aquecida.

Em qualquer situação, transportar a vítima ao Hospital, ativando o Serviço de Emergência Médica.




O QUE NÃO DEVE FAZER


Se o afogamento se deu no mar ou num rio, o socorrista não deve:

• Lançar-se à água se não souber nadar muito bem;
• Procurar salvar um afogado que está muito longe de terra;
• Deixar-se agarrar pela pessoa que quer salvar;

Deve atirar-lhe uma corda ou uma bóia. 


ASFIXIA - SUFOCAÇÃO - Causas possíveis de asfixia - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - Corpo estranho nas vias respiratórias - Numa criança pequena - No jovem - Adulto - O que não deve fazer - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ASFIXIA - SUFOCAÇÃO


Dificuldade respiratória que leva à falta de oxigênio no organismo.

As causas podem ser variadas, sendo a mais vulgar a obstrução das vias respiratórias por corpos estranhos (objetos de pequenas dimensões, alimentos mal mastigados, etc.).


Outras causas possíveis de asfixia são:

Ingestão de bebidas ferventes ou cáusticas, pesos em cima do peito ou costas, intoxicações diversas, paragem dos músculos respiratórios.


SINAIS E SINTOMAS

Conforme a gravidade da asfixia, podem ir desde um estado de agitação, lividez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência, com paragem respiratória e cianose (tonalidade azulada) da face e extremidades.

A situação é grave e requer intervenção imediata!


O QUE DEVE FAZER

Corpo estranho nas vias respiratórias



A. Numa criança pequena:

Abra-lhe a boca e tente extrair o corpo estranho, se este ainda estiver visível, usando o seu dedo indicador em gancho ou uma pinça, mas sempre com muito cuidado para não o empurrar! Caso não esteja visível, coloque a criança de cabeça para baixo e dê-lhe algumas pancadas a meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta (figs. 5 e 6).



B. No jovem/adulto:

Coloque-se por trás da vítima e passe-lhe o braço em volta da cintura, feche a mão em punho e coloque-o logo acima do umbigo, cubra o punho com a outra mão e carregue para dentro e para cima, até 5 movimentos.

Repita a operação as vezes que forem necessárias até à saída do corpo estranho.

Se a respiração não se restabelecer e a vítima continuar cianosada (tonalidade azulada), inicie o Suporte Básico de Vida.


Logo que a respiração estiver restabelecida, ative o Serviço de Emergência Médica para o transporte da vítima para o Hospital.



O QUE NÃO DEVE FAZER


• Abandonar o asfixiado para pedir auxílio.


CORPOS ESTRANHOS - NO OLHO - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - O QUE NÃO DEVE FAZER - NO OUVIDO - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - O QUE NÃO DEVE FAZER - NAS VIAS RESPIRATÓRIAS - SINAIS E SINTOMAS - NO NARIZ - O QUE DEVE FAZER - NA GARGANTA - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

CORPOS ESTRANHOS


Corpos estranhos são corpos que penetram no organismo, através de qualquer orifício, ou após uma lesão de causa variável. Os corpos estranhos podem encontrar-se mais frequentemente nos olhos, nariz, ouvidos ou vias respiratórias.


1. No olho



Os mais frequentes são:

- grãos de areia;
- insetos;
- limalhas.


SINAIS E SINTOMAS

• Dor ou picada local.
• Lágrimas.
• Dificuldade em manter as pálpebras abertas.


O QUE DEVE FAZER

• Abrir as pálpebras do olho atingido com muito cuidado.
• Fazer correr água sobre o olho, do canto interno, junto ao nariz, para o externo.
• Repetir a operação duas ou três vezes.
• Se não obtiver resultado, fazer um penso oclusivo, isto é, colocar uma compressa e adesivo, e enviar ao Hospital.





O QUE NÃO DEVE FAZER

• Esfregar o olho.
• Tentar remover o corpo estranho com lenço, papel, algodão ou qualquer outro objeto.


2. No ouvido

Os corpos estranhos mais frequentes são os insetos.



SINAIS E SINTOMAS

Pode existir surdez, zumbidos e dor, sobretudo se o inseto estiver vivo.


O QUE DEVE FAZER

Se tratar de um inseto, deitar uma gota de azeite ou óleo e depois enviar ao Hospital. Outros corpos estranhos, enviar ao Hospital.



O QUE NÃO DEVE FAZER

Tentar remover o objeto.


3. Nas vias respiratórias

Os corpos estranhos podem causar perturbações nas vias respiratórias, de natureza variável de acordo com a sua localização.


SINAIS E SINTOMAS

São também variáveis. Pode existir dificuldade respiratória, dor, vômitos e nos casos mais graves asfixia, que pode conduzir à morte.



4. No nariz

Os mais frequentes, na criança, são os feijões ou objetos de pequenas dimensões, como botões e peças de brinquedos.


O QUE DEVE FAZER

Pedir à criança para se assoar com força, comprimindo a narina contrária com o dedo, tentando assim que o corpo seja expelido.

Se não obtiver resultado, enviar ao Hospital.


5. Na garganta

Os corpos estranhos entalados na garganta podem ser pedaços de alimentos mal mastigados, ossos ou pequenos objetos. Estes corpos estranhos podem impedir a respiração e provocar asfixia.


DESMAIO - PERDA SÚBITA DE CONSCIÊNCIA - CAUSAS - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - SE A PESSOA JÁ ESTIVER DESMAIADA - - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

DESMAIO/PERDA SÚBITA DE CONSCIÊNCIA


É provocado por falta de oxigênio no cérebro, à qual o organismo reage de forma automática, com perda de consciência e queda brusca e desamparada do corpo.
Normalmente, o desmaio dura 2 a 3 minutos.


Tem diversas causas:

- excesso de calor;
- fadiga;
- jejum prolongado;
- permanência de pé durante muito tempo.


SINAIS E SINTOMAS

• Palidez.
• Suores frios.
• Falta de força.
• Pulso fraco.



O QUE DEVE FAZER


1. Se nos apercebermos de que uma pessoa está prestes a desmaiar:


• Sentá-la.
• Colocar-lhe a cabeça entre as pernas.
• Molhar-lhe a testa com água fria.
• Dar-lhe de beber chá ou café açucarados.


2. Se a pessoa já estiver desmaiada:

• Deitá-la com a cabeça de lado e as pernas elevadas.
• Desapertar-lhe as roupas.
• Mantê-la confortavelmente aquecida, mas, sempre que possível, em local arejado.
• Logo que recupere os sentidos, dar-lhe uma bebida açucarada.

• Consultar posteriormente o médico.


ELETROCUSSÃO (CHOQUE ELÉTRICO) - O QUE DEVE FAZER - O QUE NÃO DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ELETROCUSSÃO (CHOQUE ELÉTRICO)


Eletrocussão ou choque elétrico é uma situação provocada pela passagem de corrente elétrica através do corpo.


O QUE DEVE FAZER

• Desligar o disjuntor para cortar imediatamente a corrente elétrica.
• Ter o máximo cuidado em não tocar na vítima sem previamente ter desligado a corrente.
• Prevenir a queda do sinistrado.
• Aplicar o primeiro socorro conveniente:
 – Reanimação cardiorrespiratória;
 – Aplicação de uma compressa ou de um pano bem limpo sobre a queimadura.

É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.

Ative o Serviço de Emergência Médica.


O QUE NÃO DEVE FAZER

• Tocar na vítima se estiver em contacto com a corrente elétrica.

• Tentar afastar o fio de alta tensão com um objeto. 


ENTORSE - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ENTORSE


A entorse é uma lesão nos tecidos moles (cápsula articular e/ou ligamentos) de uma articulação.


SINAIS E SINTOMAS

• A dor na articulação é gradual ou imediata.
• Observa-se edema (inchaço) na articulação lesada.
• Verifica-se imediata ou gradualmente uma incapacidade para mexer a articulação.


O QUE DEVE FAZER

• Evitar a movimentação da articulação lesionada e proceder à imobilização do membro (pág. 40 – imobilização do pé).
• Elevar o membro lesionado.
• Aplicar gelo ou deixar correr água fria sobre a articulação.

• Consultar posteriormente o médico.


ENVENENAMENTO - ENVENENAMENTO POR VIA DIGESTIVA - Produtos alimentares - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - Medicamentos - SINAIS E SINTOMAS - O QUE DEVE FAZER - Produtos Tóxicos - Sinais e sintomas - O que deve fazer - O que não deve fazer - Envenenamento por vias respiratórias - Sinais e sintomas - O que deve fazer - Atenção - CEATOX - 0800-0148110 - www.ceatox.org.br/ - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ENVENENAMENTO



O envenenamento é o efeito produzido no organismo por um veneno, quer este seja introduzido pela via digestiva, pela via respiratória ou pela pele.



ENVENENAMENTO POR VIA DIGESTIVA



1. Produtos alimentares


SINAIS E SINTOMAS

Arrepios e sudação abundante, dores abdominais, náuseas e vômitos, diarréia, vertigens, prostração, síncope (desmaio), agitação e delírio.


O QUE DEVE FAZER

• Recolher informação junto da vítima, no sentido de tentar perceber a origem do envenenamento.
• Manter a vítima confortavelmente aquecida.

É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.



2. Medicamentos


SINAIS E SINTOMAS


Dependem do medicamento ingerido:

pode-se observar vômitos, dificuldade respiratória, perda de consciência, sonolência, confusão mental, etc.


O QUE DEVE FAZER

• Falar com a vítima no sentido de tentar obter o maior número possível de informações sobre o envenenamento.

• Pedir imediatamente orientações para o Centro de Informação Anti-Venenos CEATOX - 0800-0148110 - www.ceatox.org.br/ e Indicar o produto ingerido, a quantidade provável, a hora a que foi ingerido e a hora da última refeição.

• Manter a vítima confortavelmente aquecida.

É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.




3. Produtos Tóxicos


Muitos produtos químicos são altamente tóxicos quando ingeridos: detergentes, outros produtos de limpeza, lixívia, álcool puro ou similares, amoníaco, pesticidas, produtos de uso agrícola ou industrial, ácidos (sulfúrico, clorídrico, nítrico e outros), gasolina, potassa cáustica, soda cáustica, etc.


SINAIS E SINTOMAS

É importante recolher informação junto da vítima, ou de alguém perto desta, sobre o contacto com o veneno ou a presença de algum recipiente que possa ter contido ou contenha veneno.


Os sintomas variam com a natureza do produto ingerido, podem ser:

• Vômitos e diarréia;
• Espuma na boca;
• Face, lábios e unhas azuladas;
• Dificuldade respiratória;
• Queimaduras à volta da boca (venenos corrosivos);
• Delírio e convulsões;
• Inconsciência.


O QUE DEVE FAZER

• Se a vítima estiver consciente, questioná-la no sentido de tentar obter o maior número possível de informações sobre o envenenamento.
• Pedir imediatamente orientações para o Centro de Informação Anti-Venenos CEATOX - 0800-0148110 - www.ceatox.org.br/.
• Ingestão de álcool – Apenas neste caso, dar uma bebida açucarada.
• Queimaduras nos lábios – Molhá-los suavemente com água, sem deixar engolir.
• Contacto com os olhos – Afastar as pálpebras e lavar com água corrente durante 15 minutos.
• Contaminação da pele – Retirar as roupas e lavar abundantemente com água durante 15 minutos.


O QUE NÃO DEVE FAZER

• Dar de beber à vítima, pois pode favorecer a absorção de alguns venenos.
• Provocar o vômito se a vítima ingeriu um cáustico, um detergente ou um solvente.
• Aplicar quaisquer produtos nos olhos.

Em caso de intoxicação, conduzir a vítima imediatamente ao Hospital, levando amostras do veneno encontrado.



ENVENENAMENTO POR VIA RESPIRATÓRIA


Os mais frequentes são o envenenamento pelo gás carbônico (fossas sépticas), pelo monóxido de carbono, presente nos gases de combustão (braseiras, automóveis, esquentadores, aquecimentos a gás, etc.) e pelo gás propano/butano (gás de uso doméstico).


SINAIS E SINTOMAS

A vítima começa por sentir um ligeiro mal-estar, seguido de dor de cabeça, zumbidos, tonturas, náuseas, vômitos e uma apatia profunda ou confusão que a impede de fugir do local onde se encontra.
Se a vítima não é rapidamente socorrida, este estado é seguido por perda gradual de consciência e coma.


O QUE DEVE FAZER

• Entrar na sala onde ocorreu o acidente, contendo a respiração, e abrir a janela.
• Voltar ao exterior para respirar fundo.
• Entrar de novo e arrastar a vítima para o exterior, de preferência para o ar livre.
• Ligar para CEATOX - 0800-0148110 - www.ceatox.org.br/
• Desapertar as roupas.
• Se necessário, realizar o Suporte Básico de Vida


Atenção:

Se tratar de uma fossa séptica, não tente retirar a vítima sem utilizar máscara anti-gás.

É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital.



EPISTAXE - HEMORRAGIA NASAL - SINAIS E SINTOMAS - - O QUE DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

EPISTAXE - HEMORRAGIA NASAL

Epistaxe é a hemorragia nasal provocada pela ruptura de vasos sanguíneos da mucosa do nariz.



SINAIS E SINTOMAS

• Saída de sangue pelo nariz, por vezes abundante e persistente.
• Se a hemorragia é grande, o sangue pode sair também pela boca.



O QUE DEVE FAZER

• Sentar a vítima com a cabeça direita no alinhamento do corpo (nem para trás, nem para a frente).
• Comprimir com o dedo a narina que sangra, durante 10 minutos.
• Aplicar gelo exteriormente, não diretamente sobre a pele.
• Se a hemorragia não pára, introduzir um tampão coagulante na narina que sangra (“Spongostan”, por exemplo), fazendo ligeira pressão para que a cavidade nasal fique bem preenchida.


Atenção: antes de qualquer procedimento o socorrista deve calçar luvas descartáveis.



Se a hemorragia persistir mais do que 10 minutos, transportar a vítima para o Hospital.




ESTADO DE CHOQUE - SINAIS E SINTOMAS - Em caso de agravamento - O QUE DEVE FAZER - Se a vítima está consciente - Se a vítima não está consciente - O que não deve fazer - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ESTADO DE CHOQUE

O estado de choque caracteriza-se por insuficiência circulatória aguda com deficiente oxigenação dos órgãos vitais.

As causas podem ser muito variadas: traumatismo externo ou interno, perfuração súbita de órgãos, emoção, frio, queimadura, intervenções cirúrgicas, etc.

Todo o acidentado pode entrar em estado de choque, progressiva e insidiosamente, nos minutos ou horas que se seguem ao acidente.

Não tratado, o estado de choque pode conduzir à morte.


SINAIS E SINTOMAS

• Palidez.
• Olhos mortiços.
• Suores frios.
• Prostração.
• Náuseas.


Num estado de agravamento:

• Pulso fraco.
• Respiração superficial.
• Inconsciência.



O QUE DEVE FAZER


1. Se a vítima está consciente:

• Deitá-la em local fresco e arejado.
• Desapertar as roupas, não esquecendo gravatas, cintos e soutiens.
• Tentar manter a temperatura normal do corpo.
• Levantar as pernas a 45º.
• Ir conversando para acalmá-la.
• Ativar o Serviço de Emergência Médica (112).



2. Se a vítima não está consciente:



• Colocá-la na Posição Lateral de Segurança (PLS – ver pág. 61).
• Transportá-la para o Hospital.



O QUE NÃO DEVE FAZER


• Tentar dar de beber à vítima.



ESTRANGULAMENTO - O QUE DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

ESTRANGULAMENTO


Apesar de raro, o estrangulamento é uma situação que pode surgir na escola ou no jardim-de-infância quando, por imprevidência, se deixa as crianças brincarem com fios, cordas ou gravatas que se podem enrolar à volta do pescoço.



O QUE DEVE FAZER

• Livrar ou cortar imediatamente a corda ou o que estiver a fazer pressão em torno do pescoço da vítima.
• Executar o Suporte Básico de Vida se houver sinais de asfixia.


Se a situação for grave, recorrer rapidamente ao Hospital. 



FERIMENTOS E ESCORIAÇÕES - O QUE DEVE FAZER - O QUE NÃO DEVE FAZER - MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS - SITUAÇÕES DE URGÊNCIA EM CEI, EMEI E EMEF

FERIMENTOS

Uma ferida é uma solução de continuidade da pele, quase sempre de origem traumática, que além da pele (ferida superficial) pode atingir o tecido celular subcutâneo e muscular (ferida profunda).


O QUE DEVE FAZER

• Antes de tudo, o socorrista deve lavar as mãos e calçar luvas descartáveis.
• Proteger provisoriamente a ferida com uma compressa esterilizada.
• Limpar a pele à volta da ferida com água e sabão.
• Lavar, do centro para os bordos da ferida, com água e sabão, solução de clorhexidina, por ex. Hibiscrub, ou similar, utilizando compressas.
• Secar a ferida com uma compressa através de pequenos toques, para não destruir qualquer coágulo de sangue.
• Desinfetar com anti-séptico, por ex. Betadine em solução dérmica.



Depois de limpa, se a ferida for superficial e de pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente ao ar, ou então aplicar uma compressa esterilizada.



Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infectados, ou se contiver corpos estranhos, deverá proteger apenas com uma compressa esterilizada e encaminhar para tratamento por profissionais de saúde.

É uma situação grave que necessita transporte urgente para o Hospital caso haja hemorragia.



O QUE NÃO DEVE FAZER

• Tocar nas feridas sangrantes sem luvas.
• Utilizar o material (luvas, compressas, etc.) em mais de uma pessoa.
• Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida.
• Utilizar mercurocromo ou tintura de metiolate (deve utilizar Betadine dérmico).
• Fazer compressão direta em locais onde haja suspeita de fraturas ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações.

• Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com tecidos esmagados ou infectados, ou que contenha corpos estranhos.