10.1.16

Bom saber 16 - Transfusão de Sangue - A transfusão de sangue garante a sobrevivência de muitas pessoas - Tabela de compatibilidade Sanguínea

Transfusão de Sangue


A transfusão de sangue é um procedimento médico requerido em casos de anemias profundas, problemas de coagulação, alguns casos de imunidade fragilizada e sangramentos, decorrentes de cirurgias ou não; em situações nas quais não há alternativas para o tratamento do paciente.

Para que ela seja feita, é necessário que o sangue a ser transfundido tenha dado resultado negativo para doenças crônicas e infecciosas (Hepatite B, Hepatite C, HIV, HTLV, Sífilis e Doença de Chagas), e também é preciso verificar sua compatibilidade com a do paciente. Sempre é optado por transfundir sangue de igual grupo sanguíneo e fator Rh ao paciente. Em casos em que as bolsas que obedeçam a esse critério não se encontrem disponível outros tipos compatíveis poderão ser utilizados.

O sangue do tipo O negativo, por exemplo, pode doar para todos os tipos sanguíneos, enquanto o do tipo AB positivo, pode receber todos os tipos de sangue.


A tabela abaixo demonstra a relação de compatibilidade entre eles:


Todo sangue a ser transfundido vem de doações de pessoas que se submeteram, previamente, a uma triagem clínica e cujo sangue foi analisado, a fim de detectar infecções e quadro anêmico.

Embora seja proibida a comercialização de sangue em nosso país, atendimentos particulares e com plano de saúde geralmente cobram por esse serviço, sendo o valor referente à coleta do sangue, triagem, execução de testes, armazenamento e deslocamento; além do procedimento propriamente dito.

O material sanguíneo a ser utilizado pode ser o sangue completo ou somente um ou mais de seus componentes:

- plaquetas;
- hemácias;
- plasma;
- crioprecipitados.

 Esses últimos são requeridos, principalmente, para casos de hemofilia, uma vez que desse material é que são retirados os fatores coagulantes.

Uma única bolsa demora em torno de duas horas para ser transfundida ao paciente.

Curiosidade:
Em nosso país, a cada dois segundos, pelo menos uma pessoa precisa de transfusão de sangue.




Bom saber 15 - Sistema respiratório - O ar penetra através do nariz, passando pela faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos até chegar aos alvéolos pulmonares - A traqueia bifurca-se, formando os brônquios - Os pulmões são órgãos esponjosos e o pulmão direito é ligeiramente maior do que o esquerdo - Na figura acima podemos observar o processo de hematose que ocorre nos alvéolos pulmonares - Figura ilustrando o papel do diafragma na inspiração e na expiração

Sistema respiratório


O sistema respiratório humano é composto por um par de pulmões e pelas vias respiratórias, que são uma série de canais por onde passam o ar, como as cavidades nasais, boca, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos.

Quando respiramos, o ar penetra em nossas narinas e vai para as cavidades nasais. Lá há células epiteliais que produzem um muco fluido e pegajoso que tem como função umedecer e aquecer as vias respiratórias, além de reter partículas sólidas e bactérias presentes no ar que respiramos, funcionando como um verdadeiro filtro. Ainda nas cavidades nasais encontramos células nervosas especializadas em perceber os odores.

Depois de passar pelas cavidades nasais, o ar, que já está aquecido, umedecido e filtrado, chega até a faringe, canal comum aos sistemas respiratório e digestório, de onde é conduzido à laringe, órgão tubular protegido por peças cartilaginosas. Logo na entrada da laringe encontramos uma pequena estrutura conhecida como epiglote, que funciona como uma válvula, fechando-se quando engolimos e impedindo que a substância engolida penetre nas vias respiratórias, causando o engasgamento. Ainda na laringe podemos encontrar as cordas vocais, que vibram quando há a passagem do ar, produzindo o som.

A traqueia bifurca-se, formando os brônquios

Logo abaixo da laringe encontramos a traqueia, um tubo de cerca de 10 cm de comprimento por 1,5 cm de diâmetro. Com paredes reforçadas por anéis cartilaginosos (para mantê-la sempre aberta para a passagem de ar), a traqueia se divide em dois tubos chamados de brônquios, que encaminham o ar para os pulmões. Na traqueia, nos brônquios e nos bronquíolos podemos encontrar células produtoras de muco que absorvem partículas de poeira e bactérias que se encontram suspensas no ar. Todas essas impurezas são varridas através da movimentação dos cílios para a faringe, onde são engolidas, digeridas e eliminadas. Os brônquios se ramificam para o interior dos pulmões, tornando-se cada vez mais finos e formando os bronquíolos. Na extremidade de cada bronquíolo há pequenas bolsas chamadas de alvéolos pulmonares.

Os pulmões são órgãos esponjosos e o pulmão direito é ligeiramente maior do que o esquerdo

Ocupando quase toda a caixa torácica, os pulmões têm aproximadamente 25 cm de altura e pesam em torno de 700 g cada. Possuem uma membrana chamada de pleura, que os reveste tanto interna quanto externamente, e possuem em seu interior mais ou menos 600 milhões de alvéolos pulmonares.

Os alvéolos pulmonares são estruturas formadas por células achatadas recobertas por capilares sanguíneos. Nessas estruturas ocorre a hematose, processo onde o gás oxigênio presente nos alvéolos difunde-se para os capilares sanguíneos, penetrando nas hemácias.

Na figura acima podemos observar o processo de hematose que ocorre nos alvéolos pulmonares

O ar que se encontra dentro dos pulmões é constantemente renovado, a fim de garantir sempre gás oxigênio nos capilares sanguíneos que circundam os alvéolos pulmonares. Essa constante renovação do ar é chamada de ventilação pulmonar. Ela depende principalmente dos músculos intercostais e também do diafragma, músculo que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. Quando os pulmões se enchem de ar, no processo chamado de inspiração, o diafragma e os músculos intercostais se contraem, sendo que o diafragma desce e as costelas sobem, a fim de aumentar o volume da caixa torácica, forçando a entrada de ar nos pulmões. Na saída de ar dos pulmões, chamada de expiração, o diafragma e os músculos intercostais se relaxam, levantando o diafragma e abaixando as costelas, reduzindo o volume da caixa torácica e forçando o ar a sair dos pulmões.

Figura ilustrando o papel do diafragma na inspiração e na expiração



Bom saber 14 - Sistema linfático - Os linfonodos estão espalhados por todo o nosso corpo

Sistema linfático


Os linfonodos estão espalhados por todo o nosso corpo


O sistema linfático é composto por vasos capilares distribuídos por todo o corpo. Eles são semelhantes às veias e chamados de vasos linfáticos. Os vasos linfáticos se localizam entre as células e têm a função de drenar o excesso de líquido que extravasa dos vasos sanguíneos, banhando as células. Grande parte do líquido tissular é reabsorvida pelos vasos sanguíneos, sendo que o restante desse líquido não retorna à circulação e é absorvido pelos vasos linfáticos.

Ao líquido que circula no interior dos vasos linfáticos dá-se o nome de linfa, e ela se caracteriza por ser um líquido esbranquiçado com constituição semelhante à do sangue, diferindo apenas por não possuir hemácias.

Uma parte da composição da linfa deriva do fígado e intestino (com isso, depois de uma refeição rica em gordura, a linfa ficará com aspecto leitoso).

Na composição da linfa também podemos encontrar leucócitos (glóbulos brancos), sendo que mais de 90% deles são linfócitos. Os linfócitos presentes na linfa auxiliam na defesa do corpo, atacando moléculas e organismos invasores, como vírus e bactérias. Os linfócitos se originam na medula óssea e chegam aos órgãos linfáticos por meio do sangue e da linfa.

Em diversos pontos do sistema linfático há linfonodos, também chamados de nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos.



Os linfonodos são estruturas esponjosas que se localizam em locais estratégicos do corpo para realizarem a sua principal função, filtrar a linfa. Ao passar pelos linfonodos, a linfa vai sendo filtrada, e as substâncias e corpos estranhos que nela estão presentes vão sendo destruídos pelos linfócitos.

Quando o organismo é invadido por corpos estranhos, os leucócitos presentes nos linfonodos que estão presentes nas áreas afetadas identificam o invasor e começam a se multiplicar para combatê-lo, assim, os linfonodos aumentam de tamanho, e inchados e formam as ínguas.

As nossas amígdalas são órgãos linfáticos especiais que se localizam na entrada das vias respiratórias e do tubo digestório, e têm a função de impedir que microrganismos invasores entrem em nosso corpo.

Pescoço, axilas e virilhas também possuem linfonodos que filtram a linfa proveniente das extremidades do corpo.

Nas paredes do intestino também podemos encontrar muitos linfonodos, cuja função é reter e destruir partículas estranhas que porventura entrem com os alimentos, ou que são sintetizadas pelas bactérias que vivem no trato intestinal.

O baço é um órgão mole que se localiza entre o fundo do estômago e o diafragma. É rico em linfonodos e desempenha funções importantes, como o armazenamento de glóbulos brancos (linfócitos e monócitos), filtragem de sangue com a destruição de restos de tecidos e de células do sangue desgastadas (como eritrócitos, leucócitos e plaquetas), além de reagir a alguns agentes infecciosos, participando na resposta do sistema imunológico. O baço pode ser considerado um grande banco de sangue do corpo, pois armazena hemácias, lançando-as na corrente sanguínea em momentos de emergência.



Bom saber 13 - Sistema esquelético - O esqueleto nos dá sustentação e protege nossos órgãos - Os ligamentos proporcionam os nossos movimentos - Em nossa cabeça há 29 ossos unidos formando o nosso crânio - A coluna vertebral é conhecida popularmente como espinha dorsal - As nossas costelas formam a caixa torácica, que protege o coração, os pulmões e vasos sanguíneos - Membros que utilizamos para nos locomover e pegar objetos - Braço - Ombro - Úmero - Cotovelo - Rádio - Pulso - Falanges - Cúbito - Perna - Anca - Fêmur - Joelho - Perônio - Rótula - Tíbia - Tornozelo - Falanges - Problemas podem ocorrer nos ossos, ligamentos ou nas articulações, como fraturas, torções, luxações, osteoporose, cifose, escoliose, lordose, artrite, LER (lesões por esforço repetitivo)

Sistema esquelético


Dá-se o nome de esqueleto ao conjunto de ossos e cartilagens que sustentam o corpo. O esqueleto protege os órgãos e participa do processo de locomoção e movimentação do corpo, além de servir como reserva de cálcio e produzir células sanguíneas (apenas nos ossos longos). O esqueleto de um indivíduo adulto é constituído por 206 ossos que variam em forma e tamanho, e algumas estruturas associadas como cartilagens, tendões e ligamentos.

Em nosso esqueleto, o local onde dois ossos fazem contato é chamado de junta óssea ou articulação. Essa articulação pode ser imóvel (como no crânio, onde os ossos estão sempre unidos) ou móvel. Nas articulações móveis, os ossos podem se movimentar, como é o caso do braço e antebraço, nos joelhos e cotovelos, quadril, pernas, etc. Para que ocorra essa movimentação, os ossos precisam deslizar suavemente, sem nenhum atrito, e esse deslizamento é garantido pela presença de cartilagens nas pontas dos ossos, e pela lubrificação dessas articulações.

Os ligamentos presentes em nosso esqueleto são cordões resistentes formados por tecido fibroso. Eles têm a função de manter os ossos em seus devidos lugares.

Os ligamentos proporcionam os nossos movimentos

O esqueleto é dividido em duas partes: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. O esqueleto axial forma o eixo do corpo e se constitui de crânio, coluna vertebral, costelas e esterno; enquanto que o esqueleto apendicular é constituído pelos ossos dos braços e das pernas.

Os ossos do esqueleto podem ser classificados como longos (como o úmero e o fêmur – maior osso do corpo); planos ou chatos (como a maioria dos ossos do crânio e das costelas); curtos (como os ossos das mãos e dos pés) e irregulares (como as vértebras).

O nosso crânio é composto por 29 ossos, com a função de abrigar e proteger o encéfalo. Dentre os ossos da face, o maior é a mandíbula, que é o único osso móvel presente na cabeça, e que nos permite o movimento de abrir e fechar a boca.

Em nossa cabeça há 29 ossos unidos formando o nosso crânio


O eixo corporal do nosso corpo é formado pelo nosso tronco, que é constituído pela coluna vertebral, costelas e esterno.

A nossa coluna vertebral é uma das partes mais importantes do nosso corpo e possui 33 vértebras. É a coluna que dá estrutura e sustentação ao nosso corpo, além de proteger a medula espinhal, que é um feixe de nervos que conecta o cérebro com o resto do seu corpo, ajudando você a controlar os movimentos. Entre cada vértebra localiza-se um pequeno disco gelatinoso chamado de disco intervertebral, que ajuda a absorver as pressões e impede o impacto entre elas.

A coluna vertebral é conhecida popularmente como espinha dorsal

A nossa coluna vertebral é constituída pelas vértebras cervicais, que sustentam a cabeça; vértebras torácicas, que se unem às costelas e formam a caixa torácica, responsável por abrigar e proteger órgãos como o coração, os pulmões e principais vasos sanguíneos; vértebras lombares, que se caracterizam por serem maiores para suportarem o peso do corpo quando ficamos em pé; as vértebras sacrais, que se encontram fundidas em indivíduos adultos, formando o osso que chamamos de sacro; e, por fim, as vértebras coccianas, que se fundem formando o osso que chamamos de cóccix.

Existem 12 vértebras torácicas e elas estão unidas a ossos que chamamos de costelas. Os sete primeiros pares de costelas se unem por meio de cartilagens ao esterno, um osso que se localiza no meio do nosso peito.

Os três pares que se seguem possuem as costelas mais curtas e se ligam através de cartilagens às outras costelas que se encontram acima delas.

Localizados logo abaixo, temos dois pares de costelas restantes chamamos de Costelas Flutuantes por terminarem em pontas livres.

As nossas costelas formam a caixa torácica, que protege o coração, os pulmões e vasos sanguíneos

Os membros se dividem em membros superiores e membros inferiores. Os membros superiores são constituídos por braços, antebraços, pulsos e mãos. Os membros inferiores são constituídos por coxa, perna, tornozelo e pé.

Os membros anteriores se fixam ao esqueleto axial através da cintura articular escapular, enquanto que os membros inferiores se unem ao esqueleto axial através da cintura pélvica.

Membros que utilizamos para nos locomover e pegar objetos


Algumas pessoas podem apresentar problemas nos ossos, ligamentos ou nas articulações, como fraturas, torções, luxações, osteoporose, cifose, escoliose, lordose, artrite, LER (lesões por esforço repetitivo), entre outros.

Bom saber 12 - Sistema endócrino - Figura mostrando a localização das principais glândulas do corpo humano - Hipófise - Tireóide - Calcitonina - Paratireóides - Pâncreas - Suprarrenais - Gônadas - Masculinas - Femininas

Sistema endócrino


Figura mostrando a localização das principais glândulas do corpo humano

Todas as funções do nosso organismo são coordenadas pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino. O sistema endócrino é constituído de glândulas endócrinas, que produzem os hormônios, substâncias liberadas no sangue que influenciam a atividade de vários órgãos do corpo.

Uma vez no sangue, os hormônios agem apenas em um determinado tipo de célula, as chamadas células alvo. Essas células são dotadas de proteínas chamadas de receptores hormonais, que se combinam a um tipo específico de hormônio. Dessa forma, cada tipo de hormônio se liga apenas a células com receptores complementares aos seus, sendo que a estimulação hormonal só ocorre se houver uma combinação perfeita.

Quando ocorre esse encaixe, os receptores hormonais presentes nas células são ativados, provocando inúmeras reações químicas, sendo que o resultado de uma dessas reações pode ser visto no crescimento do corpo. Nesse crescimento há um aumento na velocidade da divisão celular e também na síntese de proteínas, o que promove o crescimento do organismo como é o caso do hormônio do crescimento produzido pela hipófise. Vários outros hormônios causam inúmeros outros efeitos, como facilitar a entrada de glicose na célula, estimular a oxidação do alimento, aumentar o desejo sexual, etc.

A síntese de muitos hormônios é feita por um mecanismo que chamamos de feedback negativo. Nesse mecanismo, a substância que está sendo produzida controla a sua própria produção. Por exemplo, se faltar uma substância no sangue, determinada glândula é estimulada a secretar um hormônio que estimulará a produção da substância que está em falta. Quando se acumula no sangue, a substância inibe a glândula, que começa a produzir menos hormônio.

Em nosso corpo há várias glândulas endócrinas, sendo as principais: a hipófise, a tireóide, as paratireóides, suprarrenais ou adrenais, o pâncreas e as gônadas (testículos e ovário).

O tecido adiposo também atua como órgão endócrino, pois, ao acumular gordura, ele produz lipsina, um hormônio que atua sobre o hipotálamo, reduzindo o apetite. No encéfalo há uma região chamada de hipotálamo que também atua como órgão endócrino, produzindo hormônios que controlam a glândula hipófise. No hipotálamo há dois grupos de células endócrinas: um desses grupos sintetiza hormônios que ficam armazenados na neuro-hipófise; sendo que o outro grupo produz hormônios que regulam o funcionamento da adeno-hipófise.


Hipófise - é considerada por muitos especialistas como a glândula mestra do corpo, pois seus hormônios regulam o funcionamento de outras glândulas endócrinas. A hipófise também pode ser chamada de glândula pituitária e é dividida em duas porções: a adeno-hipófise, ou lobo anterior da hipófise, e a neuro-hipófise, ou lobo posterior da hipófise.



Os hormônios secretados pela adeno-hipófise são controlados pelos hormônios de liberação e de inibição produzidos no hipotálamo. São chamados de hormônios tróficos, porque estimulam o funcionamento de outras glândulas endócrinas. Os principais hormônios da adeno-hipófise são o hormônio tireotrófico (TSH), que regula as atividades da glândula tireóide; o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que regula a região do córtex das glândulas suprarrenais; o hormônio folículo estimulante (FSH),que atua sobre as gônadas masculinas e femininas; e o hormônio luteinizante (LH), que provoca a ovulação e a formação do corpo lúteo nos ovários e a produção de testosterona nos testículos.

A adeno-hipófise também secreta outros dois hormônios importantes: a somatotrofina, também chamada de hormônio do crescimento; e a prolactina, que atua nos ovários promovendo a secreção da progesterona.

A neuro-hipófise armazena e libera dois hormônios principais, a oxitocina, que estimula a contração da musculatura do útero durante o parto; e o hormônio antidiurético, conhecido como vasopressina ou ADH, que controla a eliminação de água pelos rins.


Tireóide - localiza-se no pescoço, na porção inicial da traqueia. Responsável pela produção de tiroxina e a tri-iodotironina, hormônios que possuem de três a quatro átomos de iodo em sua molécula. Os hormônios produzidos nessa glândula ajudam a manter normais a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco, o tônus muscular e as funções sexuais. Deficiência na tireóide pode causar retardamento do crescimento dos ossos e debilidade mental, doença muito conhecida como cretinismo. Algumas alterações na tireóide podem provocar hipertireoidismo a tireóide produz hormônios em excesso; ou hipotireoidismo a tireóide produz uma quantidade insuficiente de hormônios.

Calcitonina - é outro hormônio produzido em pequenas quantidades pela tireóide que atua na manutenção da concentração normal de cálcio no sangue.



Paratireóides - localizadas atrás da tireóide, são encontradas em um número de quatro. São responsáveis pela produção do paratormônio, que controla a taxa de cálcio no sangue.



Pâncreas - é considerada uma glândula mista por ter funções endócrinas e exócrinas (lançam suas secreções para fora do corpo ou nas cavidades de órgãos ocos). Na região endócrina do pâncreas encontramos as ilhotas de Langerhans, constituídas por dois tipos de células: as células beta, que produzem o hormônio insulina; e as células alfa, que produzem o hormônio glucagon.



Suprarrenais - também chamadas de adrenais, localizam-se sobre os rins e possuem duas regiões: o córtex e a medula. No córtex adrenal são produzidos os corticosteroides (mineralocorticoides e glicocorticoides) a partir do colesterol, sendo que o principal mineralocorticoide é a aldosterona, que aumenta a retenção de sódio pelos rins, provocando a retenção de água do corpo e o consequente aumento da pressão sanguínea. O glicocorticoide mais importante é o cortisol, também conhecido como hidrocortisona, que diminui a permeabilidade dos capilares sanguíneos. Na medula adrenal são produzidos os hormônios adrenalina e noradrenalina. Em condições normais, esses hormônios são produzidos em pequenas quantidades, contribuindo para a regulação da pressão sanguínea.



Gônadas - são as glândulas reprodutivas (testículos no sexo masculino e ovários no sexo feminino), responsáveis pela produção dos gametas (espermatozóide e óvulo) e hormônios que influenciam no crescimento e no desenvolvimento do corpo. Nessas glândulas são produzidos os hormônios sexuais, que controlam o ciclo reprodutivo e o comportamento sexual, sendo que os testículos produzem testosterona e os ovários produzem a progesterona e o estrógeno.



Bom saber 11 - Sistema circulatório - Algumas das principais veias e artérias do corpo humano - Defesa contra agentes invasores - Coagulação sanguínea - Regulação da temperatura corporal - Transporte de hormônios - Intercâmbio de materiais - Transporte de resíduos - Transporte de nutrientes - Transporte de gases

Sistema circulatório



O sistema circulatório, também chamado de sistema cardiovascular, é composto de sangue, coração, artérias, capilares sanguíneos e veias. O sistema circulatório humano é subdividido em sistema sanguíneo e sistema linfático.

O sistema circulatório desempenha importantes funções em nosso organismo:

•     Defesa contra agentes invasores: no sangue há anticorpos e células fagocitárias que promovem a defesa contra agentes infecciosos;

•     Coagulação sanguínea: as plaquetas que circulam pelo sangue são responsáveis pela coagulação sanguínea;

•     Regulação da temperatura corporal: o sangue é distribuído de forma homogênea por todo o organismo, promovendo a manutenção de uma temperatura adequada em todas as partes do corpo. Por meio da circulação sanguínea o corpo também consegue dissipar o calor até a superfície corporal;

•     Transporte de hormônios: os hormônios são substâncias necessárias para o bom funcionamento do organismo, e a circulação sanguínea é a responsável por transportar esses hormônios até os órgãos e tecidos que farão uso deles;

•     Intercâmbio de materiais: as substâncias que são produzidas em uma parte do corpo e utilizadas em outra, também chegam ao seu destino através da circulação sanguínea. É o que acontece com o glicogênio armazenado no fígado, que, quando quebrado em glicose, é levado para diversas regiões do corpo;

•     Transporte de resíduos: todas as células do corpo produzem resíduos em seu metabolismo. Esses resíduos saem das células e caem na corrente sanguínea, são levados para o fígado e transformados em uréia. Do fígado, a uréia é encaminhada pela circulação sanguínea até os rins, onde serão eliminadas para o meio externo;

•     Transporte de nutrientes: os nutrientes oriundos da nossa alimentação são absorvidos ao longo do nosso tubo digestivo e caem na circulação sanguínea, assim os nutrientes são levados aos tecidos do corpo, sendo aproveitados pelas células;

•     Transporte de gases: ao passar pelos pulmões, o sangue elimina o gás carbônico proveniente da respiração celular enquanto absorve oxigênio.


O sistema sanguíneo é composto pelo sangue, vasos sanguíneos e coração.

O sangue é um fluido produzido na medula óssea, composto por plaquetas, hemácias e leucócitos que ficam dispersos no plasma. Impulsionado pelo coração, o sangue é levado a todas as regiões do corpo no interior de artérias, veias e capilares sanguíneos.



As artérias são vasos que levam o sangue do coração até os órgãos e tecidos. Compostas por parede espessa, a compressão exercida pelas artérias permite controlar a pressão do sangue que circula em algumas regiões do corpo. Todas as artérias que saem do coração tornam-se menores progressivamente, até atingirem todas as partes do corpo. Órgãos e tecidos possuem finíssimos vasos chamados de arteríolas que se prolongam e se tornam mais finos ainda, sendo chamados de capilares sanguíneos.

As artérias coronárias são as responsáveis pela irrigação do músculo cardíaco, que fornecem grande quantidade de oxigênio e nutrientes às células do coração, visto que esse órgão possui grande atividade e função vital. Se, por algum motivo, houver obstrução dessa artéria, algumas áreas do coração irão ficar sem irrigação, o que provocará a morte das células e consequente infarto do miocárdio.

Os capilares sanguíneos são vasos muito finos que fazem a comunicação entre arteríolas e vênulas (veia de pequeno diâmetro). A parede dos capilares é composta por uma única camada de células que possuem espaços entre si, por onde sai o líquido sanguíneo (líquido tissular). O líquido tissular irriga as células com oxigênio e nutrientes e retira os excretas provenientes do seu metabolismo, levando-os até os capilares sanguíneos e reintegrando-os ao sangue para ser eliminado na excreção.

As veias são vasos que transportam o sangue dos órgãos e tecidos até o coração. Essa circulação de sangue no interior das veias ocorre em razão das contrações dos músculos esqueléticos que estão próximos a elas, que as comprimem fazendo o sangue circular. Dessa forma, nas veias que possuem um diâmetro maior há válvulas para impedir o refluxo do sangue, o que garante que a circulação ocorra apenas em um sentido.

O coração de um ser humano é oco e pesa cerca de 400 g. É constituído por tecido muscular estriado cardíaco, mais conhecido como miocárdio (myos=músculo; cardio=coração), e possui quatro câmaras cardíacas. As câmaras superiores do coração são chamadas de átrios cardíacos ou aurículas, e as câmaras inferiores são chamadas de ventrículos cardíacos. A parede dos ventrículos é muito mais espessa do que as paredes dos átrios, em virtude da função de cada um. O átrio bombeia sangue para os ventrículos, enquanto que os ventrículos bombeiam o sangue para todas as partes do corpo, o que exige maior pressão.


O coração recebe o sangue por meio de vasos. No átrio esquerdo entra sangue rico em oxigênio, sangue que veio dos pulmões, enquanto que o átrio direito recebe sangue rico em gás carbônico, sangue proveniente do corpo. O átrio esquerdo tem comunicação com o ventrículo esquerdo através da valva mitral, também chamada de valva bicúspide ou valva atrioventricular esquerda, que tem a função de manter a circulação sempre no sentido do átrio para o ventrículo. O átrio direito também se comunica com o ventrículo direito por meio da valva tricúspide, também chamada de valva atrioventricular direita, que possui a mesma função que a valva mitral.

O sangue que está no interior dos átrios é expulso para os ventrículos quando ocorre uma contração chamada de sístole atrial. Os ventrículos, que estão relaxados, recebem o sangue e também se contraem (sístole ventricular), fazendo com que as duas valvas atrioventriculares se fechem e expulsem o sangue do coração. Esse sangue é expulso para artérias de grosso calibre que saem do ventrículo direito (artéria pulmonar) e ventrículo esquerdo (artéria aorta). A artéria pulmonar leva esse sangue para o pulmão, ao mesmo tempo em que a artéria aorta manda o sangue para irrigar todas as regiões do corpo.



Bom saber 10 - Sistema ABO - Relação entre grupos sanguíneos e antígenos - Genótipo - Tabela Fenótipo - Genótipo - Aglutinogênio - Aglutinina - Recebe de: Doa Para:

 Sistema ABO


O sistema ABO é um dos sistemas de classificação dos grupos sanguíneos e envolve três tipos de alelos:
- IA;
- IB;
- i.

Na Genética dizemos que se trata de um caso de polialelia (alelos múltiplos). Dependendo da combinação entre os alelos, indivíduos podem ter sangue do tipo A, B, AB ou O.

O nome do grupo sanguíneo se refere ao fenótipo; já a combinação entre os alelos, é o genótipo:



Os alelos IA e IB codificam antígenos, chamados aglutinogênios, presentes nas hemácias. Já no plasma, são encontrados anticorpos específicos, chamados aglutininas. Graças a eles, existe uma relação importante entre doadores e receptores de sangue.

Observe a tabela a seguir:


Pela tabela, podemos inferir que as aglutininas anti-B não permitem que aqueles que as possuem recebam sangue que contenha o alelo IB (que contém o aglutinogênio B).

Da mesma forma, aglutininas anti-A não permitem que aqueles que as possuam recebam sangue que contenha o alelo IA (que contém o aglutinogênio A). Isso porque, caso ocorra transfusão incorreta, as hemácias do sangue recebido tendem a se aglutinar, formando aglomerados capazes de entupir vasos sanguíneos, atrapalhando a circulação.

Importante:

Além de analisar o sistema ABO, no caso de doações ou recepção de sangue, é necessário também analisar o fator Rh: outro sistema de classificação de grupos sanguíneos.

Bom saber 9 - Sangue - Hemácias - Leucócitos - Neutrófilo (granulócito) - Eosinófilo (granulócito) - Basófilo (granulócito) - Linfócito (agranulócito) - Monócito (agranulócito) - Plaquetas - Plasma - Tecido hemocitopoiético (ou hematopoiético)

Sangue

O sangue é capaz de transportar oxigênio e nutrientes às células do corpo e levar hormônios das glândulas endócrinas até onde devem ser direcionados.


O sangue é considerado um tipo de tecido conjuntivo, uma vez que o plasma pode ser entendido como a matriz extracelular encontrada em tecidos desse grupo.

Ele é capaz de:
- transportar oxigênio e nutrientes às células do corpo, recolhendo gás carbônico e produtos de excreção;
- levar hormônios das glândulas endócrinas até onde devem ser direcionados;
- auxiliar em processos de defesa contra agentes infecciosos.


Ele é formado por:
- Hemácias: também chamadas de eritrócitos, ou glóbulos vermelhos, são responsáveis pelas trocas gasosas e pela coloração típica do sangue. São células em forma de disco, de bordas arredondadas, dotadas de moléculas de hemoglobina. Elas duram cerca de quatro meses, sendo depois destruídas pelo fígado e baço. Nos mamíferos, se apresentam sem núcleo. Correspondem a mais de 40% da constituição sanguínea.


- Leucócitos: também chamados de glóbulos brancos, são responsáveis pela defesa do organismo. São células esféricas, dotadas de núcleos e que podem ou não possuir grânulos no citoplasma, sendo chamados de granulócitos ou agranulócitos, respectivamente. Os leucócitos correspondem a cerca de 1% da constituição sanguínea.

Neutrófilo (granulócito)




Eosinófilo (granulócito)




Basófilo (granulócito)




Linfócito (agranulócito)




Monócito (agranulócito)




- Plaquetas: também chamadas de trombóticos, são responsáveis pela coagulação sanguínea.  Formadas por fragmentos citoplasmáticos, correspondem a menos de 1% da constituição sanguínea.



- Plasma: é a porção líquida do sangue, constituído predominantemente por água. Há também sais minerais, compostos orgânicos e diversas substâncias que são transportadas pelo sangue. Corresponde a aproximadamente 55% da constituição sanguínea.

Há no corpo de um indivíduo adulto aproximadamente cinco litros de sangue. Quando um indivíduo doa sangue, é retirado dele no máximo 540 mL: quantidade significantemente pequena, que não provoca problemas a ele e que, em cerca de 24 horas, é reposta.


O responsável pela formação de células sanguíneas é o tecido hemocitopoiético (ou hematopoiético), encontrado no interior de alguns ossos, como costelas, vértebras, esterno, clavícula, ossos pélvicos e do crânio, e extremidades do fêmur e úmero – a chamada medula vermelha.

Bom saber 8 - Problemas causados pela transfusão de sangue são raros

Problemas causados pela transfusão de sangue


Atualmente a transfusão de sangue se tornou mais confiável, pois os departamentos responsáveis estão sendo mais criteriosos na seleção de doadores e estão fazendo testes mais específicos com o sangue doado.

Após uma entrevista clínica, os doadores são selecionados; e o sangue, depois de colhido, passa por vários testes sorológicos que irão detectar a presença de vírus de doenças como HIV, hepatite B e C, sífilis, doença de Chagas, etc.

Depois dos testes é feita uma triagem com o sangue doado, a fim de separá-lo quanto ao tipo sanguíneo (tipo A, B, AB e O) e o fator Rh (negativo ou positivo). É feita também uma pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares, entre outros procedimentos.

Na transfusão sanguínea, assim como em todo procedimento, podem ocorrer reações e problemas.

Na reação hemolítica aguda ocorre transfusão de concentrado de hemácias ABO incompatível. Os anticorpos de ocorrência natural Anti-A, Anti-B e Anti-A-B do receptor reagirão com as hemácias A, B e AB do doador, ocasionando a hemólise intravascular das hemácias passadas na transfusão. A reação hemolítica aguda ocorre em razão do erro na identificação de amostras de pacientes e é muito temida pela gravidade e alto índice de mortalidade. Os sintomas de reação hemolítica aguda são dor no tórax e no local da infusão, hipotensão grave e febre.

As reações anafiláticas causadas pela transfusão de sangue têm pequenas chances de ocorrer. Essa reação começa logo após a transfusão de sangue com sintomas iniciais de náusea, calafrios, cólicas abdominais e diarréia, podendo progredir para perda de consciência, choque e raramente a morte. Essa reação se dá pela presença de anticorpos anti IgA em receptores congenitamente deficientes dessa classe de imunoglobulina. Os anticorpos IgA específicos reagem com as proteínas IgA do soro do sangue da transfusão, ocasionando a reação anafilática.

Uma reação que causa aumento de até 1 grau na temperatura corporal é a reação febril não hemolítica. Essa reação está associada à transfusão de componentes do sangue em pessoas que fizeram transfusão várias vezes, podendo vir acompanhada de tremores. Pode ocorrer por interação entre anticorpo no plasma do paciente e antígeno leucocitário ou plaquetário presente no componente do sangue do doador, ou pela liberação de citocinas acumuladas na bolsa onde o sangue estava.

A reação urticariforme é causada pela reação antígeno-anticorpo, e caracteriza-se por apresentar vermelhidão na pele.

Em pacientes que apresentam o coração mais frágil, como idosos e crianças, a transfusão de sangue pode causar um edema agudo de pulmão em razão da sobrecarga de volume sanguíneo. Nesse caso, a transfusão deve ser interrompida e o paciente tratado com diuréticos de ação rápida.

Em uma transfusão sanguínea também pode ocorrer contaminação bacteriana, causando febre, taquicardia, tremores, calafrios, aumento ou queda da pressão arterial, náuseas e vômitos. Nesse tipo de reação, o tratamento é feito com antibióticos.


Uma transfusão sanguínea também pode levar a uma sobrecarga de ferro em pacientes que tenham dificuldade para excretá-lo. Ao se acumular, o organismo estoca o ferro no retículo endotelial, que é formado por um conjunto de células que possuem papel fagocitário. Quando ele satura, o ferro começa a ser estocado nas células parênquimas e começa a interferir nas funções do coração, fígado e glândulas endócrinas.

Bom saber 7 - Plasma sanguíneo - As principais proteínas do plasma sanguíneo - Albumina - Globulina - Fibrogênico - Protrombina

Plasma sanguíneo

O plasma sanguíneo possui substâncias dissolvidas importantes para o funcionamento do corpo, tais como nutrientes, gases e anticorpos.


Ao falarmos de sangue, sempre nos lembramos da presença dos leucócitos, eritrócitos e plaquetas. Entretanto, um componente extremamente importante e, muitas vezes, esquecido é o plasma sanguíneo, a parte líquida do sangue, onde se encontram suspensos os componentes celulares desse tecido.

Cerca de 55% do volume total do sangue do nosso corpo é composto pelo plasma. Esse componente sanguíneo apresenta coloração amarelo-palha e, é composto por água (cerca de 90%), proteínas, nutrientes, hormônios, resíduos e gases respiratórios dissolvidos.

As principais proteínas do plasma sanguíneo são:
- albumina;
- globulina;
- fibrogênico;
- protrombina.

 A albumina - Relaciona-se principalmente com o equilíbrio osmótico do sangue.

A globulina - Por sua vez, está envolvida com a imunidade do organismo.

O fibrinogênio e a protrombina - são importantes para a coagulação do sangue.

A principal função do plasma sanguíneo é transportar as substâncias nele presentes para todo o corpo. Graças a essa propriedade, pode-se atribuir ao plasma um papel essencial na respiração celular, na defesa do corpo e na coagulação sanguínea, por exemplo. Além disso, é nele que circulam os medicamentos e as substâncias tóxicas.

O plasma humano é utilizado na fabricação de medicamentos denominados hemoderivados.

Esses produtos, fabricados por meio de processos físico-químicos, são usados no tratamento de problemas de saúde graves, tais como a hemofilia, coagulopatias e a imunodeficiência primária.

Além dos hemoderivados, o plasma fresco congelado é usado na medicina, ele é conseguido graças à técnica de centrifugação, que permite a separação dos componentes celulares.

Após a coleta, ele deve ser congelado e armazenado a pelo menos -20ºC por um período máximo de 12 meses.

Sua utilização principal é para diminuir hemorragias decorrentes de deficiência nos fatores de coagulação. Vale destacar que seu uso atualmente é bastante restrito, principalmente em decorrência dos riscos de transmissão de doenças.

ATENÇÃO: Soro e plasma não podem ser usados como sinônimos. O soro refere-se ao plasma sem os fatores de coagulação.



Bom saber 6 - Infarto do Miocárdio - Principais sintomas que podem durar por mais de 20 minutos - Falta de ar - Tontura - Enjôo - Vômito - Sudores - Palidez - Agitação - Ansiedade - Desconforto estomacal - SAMU 192 em atividade em 929 municípios brasileiros

Infarto do Miocárdio

O infarto do miocárdio é um problema grave que causa várias mortes ao redor do mundo e pode ser prevenido com hábitos saudáveis de vida.



O infarto do miocárdio, também chamado de ataque cardíaco, é um problema bastante comum que mata várias pessoas todos os anos no mundo. Estima-se que aproximadamente 30% das pessoas que sofrem infarto morrem, e a maioria vem a óbito nas primeiras duas horas dos sintomas. No Brasil, esse problema é a segunda maior causa de mortes.

O infarto do miocárdio ocorre em razão da morte das células do tecido muscular do coração em consequência de uma falta de irrigação sanguínea por parte das artérias coronárias. O infarto, em grande parte dos casos, está associado a problemas como a aterosclerose, que ocorre em consequência do acúmulo de placa de gordura nas artérias, diminuindo o fluxo sanguíneo. Essas placas podem desprender-se e formar trombos que interrompem a passagem do sangue, o que desencadeia o infarto. O local do coração que sofrerá o infarto dependerá da artéria coronária acometida.

A morte por infarto do miocárdio está relacionada principalmente com o desenvolvimento de algumas complicações. Arritmias e insuficiência cardíaca, por exemplo, podem levar o paciente à morte rapidamente, antes mesmo de chegar ao local de atendimento. Sendo assim, é importante destacar que a velocidade do socorro está intimamente relacionada com a sobrevivência do paciente.

Para a realização do diagnóstico de infarto do miocárdio, o médico avalia o quadro clínico do paciente e realiza exames, tais como eletrocardiograma, ecocardiograma e marcadores bioquímicos de necrose. O eletrocardiograma, no entanto, é o principal exame realizado nesses casos e o mais importante para confirmação do diagnóstico.

Dentre os fatores de risco do infarto do miocárdio, destacam-se tabagismo, LDL (“colesterol ruim”) elevado, diabetes mellitus, hipertensão arterial, obesidade, estresse, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardíacas.

Estilos de vida saudáveis, com uma boa alimentação e a prática de exercícios, por exemplo, podem diminuir os riscos de desenvolvimento desse problema cardíaco.

É importante ficar atento a alguns sinais que podem indicar um infarto.

Observe a seguir os principais sintomas:
- Dores no peito que podem irradiar para as costas, ombros, mandíbulas e para o braço esquerdo. De uma maneira geral, a dor é prolongada e pode durar mais de 20 minutos;
- Falta de ar;
- Tontura;
- Enjôo e vômito;
- Sudorese;
- Palidez;
- Agitação e ansiedade;
- Desconforto estomacal.

Ao sentir ou perceber que alguma pessoa está apresentando esses sintomas, é necessário ligar imediatamente para um serviço de emergência. No aguardo do socorro, é importante afrouxar as roupas da vítima e procurar um local arejado.

O paciente não deve tentar ir até o serviço de saúde de carro ou andando, o melhor é evitar esforços físicos. Caso a pessoa que esteja sofrendo o infarto desfaleça, é fundamental iniciar os primeiros socorros.

Atenção: O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atende pelo número 192 e está em atividade em 926 municípios brasileiros.

Lembre-se de que o atendimento rápido pode salvar vidas.




Bom saber 5 - Hemorragia - Hemorragia arterial - Hemorragia venosa - Hemorragia capilar - Hemorragias externas - Hemorragia interna

Hemorragia

A hemorragia caracteriza-se pela perda súbita de sangue e pode ser considerada externa ou interna.


A hemorragia pode ser definida como uma perda súbita de sangue que ocorre em decorrência do rompimento de vasos sanguíneos e o consequente extravasamento de sangue. Normalmente a hemorragia é associada a acidentes e outros ferimentos externos, entretanto, nem sempre é isso o que acontece.

De uma maneira geral, podemos classificar a hemorragia em dois tipos básicos: externa e interna. Na hemorragia externa, a perda de sangue é visível; na interna, a perda ocorre no interior do corpo, não sendo observada externamente. Em alguns casos, no entanto, o sangue pode sair do organismo, sendo observado na boca, nariz e ouvidos. Essa última forma pode ser denominada de mista.

De acordo com o vaso sanguíneo afetado, podemos classificar a hemorragia ainda em arterial, venosa e capilar.


Na hemorragia arterial - O sangue literalmente jorra do corpo, acompanhando as batidas do coração em grande parte dos casos. Nesse tipo, observa-se sangue vermelho vivo e a perda é muito intensa e rápida, o que representa um grande risco para a sobrevivência do acometido.

Na hemorragia venosa - O sangue possui coloração mais intensa e não sai do corpo em jatos, apresentando, portanto, uma perda mais uniforme e lenta.

Na hemorragia capilar - Temos uma perda de sangue lenta, em pequenas gotas, e o sangue tem cor intermediária.

A hemorragia pode ocorrer em decorrência de diversos problemas, como acidentes e até mesmo doenças.

No caso das hemorragias externas, o mais comum são cortes, tombos e outros acidentes que levam à lesão da pele.

Já a hemorragia interna pode ser consequência de grandes impactos que lesionam órgãos internos, rompimento de aneurismas, úlcera gástrica e doenças renais, por exemplo.



A gravidade de uma hemorragia depende de alguns fatores básicos, como o volume de sangue perdido, o calibre do vaso que rompeu, o tipo de vaso que sofreu a lesão e a velocidade da perda de sangue.

Hemorragias causadas pelo rompimento de vasos do pescoço, por exemplo, levam à morte rapidamente (em média, em três minutos).

Já quando a hemorragia está ocorrendo em capilares, não há riscos de morte e normalmente ocorre a coagulação do sangue em menos de 10 minutos.

Avaliar se um paciente apresenta hemorragia nem sempre é simples quando se trata de uma hemorragia interna. Nesses casos, a pessoa pode apresentar queda de pressão, pulso fraco e rápido, pele fria e úmida, pupilas com reação lenta à luz, mucosa da boca e olhos brancos, náusea e vômito, perda de consciência, parada respiratória e choque.

Em razão da gravidade do quadro, hemorragias internas devem ser tratadas por médicos, sendo necessário socorro rápido.

As hemorragias externas, por sua vez, são mais visíveis e, consequentemente, mais fáceis de serem tratadas.

Recomenda-se que o sangramento seja minimizado fazendo-se compressão, elevando o membro acima do nível do tórax ou realizando torniquetes. Essa última medida deve ser realizada apenas quando as outras não funcionarem ou então tenha ocorrido amputação das pernas ou braços.

Independentemente do tipo de hemorragia, a ajuda médica pode determinar a sobrevivência ou não de uma pessoa.

Em casos de grande perda de sangue, o socorro deve ser imediato, pois qualquer minuto perdido pode ser decisivo.