24.8.14

Cinemática do trauma - Mecanismo das Lesões por movimento - 1° Lei de Newton e 2° Lei de Newton - Absorção de Energia - Valor da desaceleração é dado pela fórmula (diversos exemplos) - Peso dos orgãos no momento da desaceleração (fígado, coração, rim, cérebro e baço) - Desaceleração instantânea X queda livre vertical de um corpo (impacto à 50 km/h = queda livre de 10m, impacto à 75 km/h = queda livre de 22m, Impacto à 100 km/h = queda livre de 40m - Todas essas desacelerações súbitas são na verdade colisões, cada qual capaz de causar lesões próprias e específicas - Ha três mecanismos básicos de lesões por movimento - Desaceleração horizontal repentina - Desaceleração vertical repentina - Penetração de projetil - Acidente com veículo a motor - Colisão Frontal - Passageiro do banco dianteiro - Passageiro do banco traseiro - Passageiros utilizando cinto de segurança - Cinemática do Trauma - Trauma penetrante por arma de fogo - Categoria e Velocidade


MECANISMO DAS LESÕES POR  MOVIMENTO

Muitas das lesões potencialmente fatais não são visíveis no primeiro momento. Se você suspeita e está preparado para tratar tais lesões, então você estará salvando vidas. A capacidade para prever possíveis lesões em um local de acidente é uma importante habilidade que para ser desenvolvida requer estudo, experiência e constante atenção do socorrista.

Embora existam muitos outros mecanismos de lesão (eletrocussão, obstrução de vias aéreas, intoxicações, etc...), as lesões por movimento são as mais comuns. Essas lesões são devido a duas maneiras de transferir energia:
- movimento da vítima;
- movimento de objetos que atuam sobre a vítima.


Há certas leis da Física com as quais devemo-nos estar familiarizado para entender o fenômeno da transferência de energia:

• 1ª. Lei de Newton: Um corpo em repouso permanece em repouso até que sobre ele atue uma força externa.

• 2ª. Lei de Newton: Um corpo em movimento permanece em movimento retilíneo (direção reta), até que sobre ele atue uma força externa.


Exemplo: Um automóvel (e seus ocupantes) viajando a 100km/h gera uma grande quantidade de energia mecânica. Se o carro colidir contra uma árvore, quase toda essa energia será absorvida pela árvore, pelo veículo e por seus passageiros (uma parte dessa energia se dissipará na forma de calor). Desta maneira, os ferimentos que ocorrerem com os passageiros pela brusca parada do veículo, serão derivados do fenômeno da transferência de energia.

Lesões provocadas por aceleração ou desaceleração são causadas pela transferência da energia necessária para mover um corpo em repouso ou pará-lo quando em movimento. A quantidade aplicada, como e com que velocidade é aplicada e em que parte do corpo ela é aplicada é que vão determinar a seriedade das lesões.

A energia que anima um corpo em movimento é conhecida como ENERGIA CINÉTICA (que produz o movimento), e é expressa pela fórmula  E = ½ mv2, onde “m” corresponde a sua massa e “v” à sua velocidade. Convém relembrar que massa não significa peso, muito embora às vezes esses conceitos são confundidos. O peso de um corpo “p” depende de duas grandezas:
- variável;
- fixa.

A variável é dada pela aceleração da gravidade “g”; e a fixa, pela quantidade de matéria que constitui o corpo e que se chama massa “m”. A relação entre essas grandezas é estabelecida pela célebre fórmula de Newton p = mg, e portanto m = p/g.

Exemplo: O peso de um homem na Terra é 70 kg. Na Lua esse mesmo homem pesará 17,5 kg.

A Energia Cinética é expressa em quilogrâmetros. Um quilogrâmetro é o trabalho necessário para erguer um peso de um quilo a um metro de altura. Inversamente, caindo um metro, um quilo fornece uma energia de um quilogrâmetro.

Exemplo: Qual a energia cinética de um automóvel de 800 kg, deslocando-se a 100km/h?


A velocidade é de 100km/h, que significa 100.000m / 3600s, ou 28m/s.

A massa é igual a p/g, ou 800/9,81, ou 81,6 quilogramas-massa.  

A energia cinética é igual a ½ m.v2, ou seja, ½ x 81,6 x 282 = 31.987 quilogrâmetros, o que significa dizer que é equivalente a energia produzida por um peso de cerca de 32 toneladas caindo de um metro de altura.

Analisando a equação de energia cinética, fica claro que o fator velocidade é mais importante do que a massa de um corpo, uma vez que se dobrarmos a massa do automóvel, teremos o dobro de energia cinética, enquanto que se dobrarmos a velocidade, vamos ter o quádruplo dessa energia.


Esse conceito fica ainda mais claro e nos ajuda a avaliar certos ferimentos com o seguinte exemplo:

Um projétil de um rifle M16, pesando 55 gramas, é disparado a uma velocidade de 1.100 m/s e causa maior lesão nos tecidos do corpo humano do que um projétil de uma pistola 45, que pesa 230 gramas, mas “viaja” somente a 270 m/s. O projétil do rifle cerca de 1/5 mais leve produz quatro vezes mais energia (6.776 quilogrâmetros contra 1.705 quilogrâmetros), por causa da velocidade.


ABSORÇÃO DE ENERGIA

Vimos anteriormente, no exemplo do veículo que se choca contra uma árvore que a desaceleração brusca transfere a energia de que estava animado o veículo para o obstáculo, a carroceria e os seus ocupantes de forma rápida e brutal. Entre o momento em que o veículo se choca contra o obstáculo até sua parada definitiva decorre um lapso de tempo denominado “duração do choque”, e que geralmente se estima em um décimo de segundo (0,1 segundo).


Valor da desaceleraçâo é dado pela fórmula:
- G = v/t, onde “v” é a velocidade do veículo antes do choque, e “t” é a duração do choque.

No mesmo exemplo anterior, onde o carro viaja a 100 km/h e pesa 800 kg, onde temos a velocidade de 100 km /h = 28 m/s, relembrando que a aceleração da gravidade é igual a 9,81 m/s e considerando 0,1s o tempo do choque, temos que G = 28 / 0,1 = 28:0,1 = 280 m/s.

De acordo com a equação cinética, vimos que a velocidade é o fator determinante na variação do peso dos corpos.

A razão entre a velocidade da desaceleração causada pelo choque e a força da gravidade, nos dá o coeficiente de absorção de energia proveniente do choque, afetando diretamente o peso dos corpos, tanto para o veículo, como para as pessoas que se encontram no seu interior, no caso, o coeficiente de absorção de energia  no choque = 280 / 9,81 = 28,55.

Aplicando ao exemplo, tudo se passa como se o veículo pesasse 28 vezes mais, o que seria equivalente a 22.400 quilos.

O mesmo raciocínio se aplica aos ocupantes. Tudo se passa como se o corpo humano pesasse 28 vezes mais, por exemplo: um homem de 70 quilos passaria a pesar 1960 quilos, quase 2 toneladas.

Esse mesmo coeficiente se aplica aos órgãos internos, assim como vemos na tabela:


Cinemática do trauma



Não é necessário discorrer longamente para entender que o aumento considerável do peso dos órgãos internos pode provocar rupturas, arrancamentos, deslocamentos, etc, com considerável aumento da gravidade do quadro de avaliação inicial do paciente.        


Todas essas desacelerações súbitas são na verdade colisões, cada qual capaz de causar lesões próprias e específicas.

Quando você analisar o local, procure reconstruir mentalmente como o acidente ocorreu, as forças envolvidas e como elas foram aplicadas no corpo da vítima. No exame do paciente, procure por evidências de lesões de dentro para fora do corpo e leve em consideração toda energia envolvida. Suspeite sempre de lesões internas mesmo que o paciente não apresente qualquer sinal ou sintoma. Sua capacidade de avaliação, nesses casos, o manterá sempre bem preparado para tratar lesões não aparentes na avaliação inicial.


Todas essas fórmulas podem parecer muito complicadas, mas uma vez que você compreende os princípios básicos da cinemática, você pode rapidamente aplicá-los em qualquer local de ocorrência. Pergunte-se e tente responder, no local do acidente, as seguintes questões:
• Que aconteceu?
• Que tipo de força (energia) foi aplicada?
• Que parte do corpo e em que direção essa força atuou?
• Quanto de força foi envolvida (velocidade, massa, peso)?

Exemplo: Um motorista dirigindo seu automóvel a 50km/h vem a se chocar contra uma árvore a beira da estrada. O carro para instantaneamente, mas o motorista continua a se deslocar a 50km/h, até seu tórax e sua cabeça colidirem com o volante e o vidro do parabrisa respectivamente. Em um terceiro momento, que ocorre internamente no corpo da vítima, o tecido cerebral continua imprimido da velocidade de 50 km/h até colidir com a parede interna  da caixa craniana. O coração e outros órgãos internos também continuam se deslocando na mesma velocidade até encontrar resistência, seja da parede interna do corpo, seja pela ação restritiva de seus ligamentos.



APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS EM SITUAÇÕES ESPECÍFICAS

Lesões por movimento são sem dúvida as responsáveis pela maioria das mortes por trauma em nosso pais. Estudaremos em seguida, os mecanismos mais comuns que atuam nos acidentes e os ferimentos possíveis de ocorrerem associados com eles. E muito importante relatar os mecanismos das lesões para o medico que ira receber o paciente principalmente, se esse paciente apresenta sinais vitais normais e não aparente lesões anatômicas na primeira analise realizada.


Ha três mecanismos básicos de lesões por movimento:
1. Desaceleração horizontal repentina;
2. Desaceleração vertical repentina;
3. Penetração de projetil.


Vamos agora, estudar em detalhes esses mecanismos

1 - Acidente com veículos a motor

Velocidade é o mais importante fator para determinar a seriedade das lesões. Outro importante Nestes casos, a rápida desaceleração em um acidente frontal, provocará o efeito de projetar o tronco e a cabeça contra o painel ou até mesmo contra o próprio joelho da vítima. É o que o norte-americano conhece como efeito “tesoura” (clasp knife). As lesões mais comuns são: traumas de face, cabeça e pescoço pelo impacto contra o painel e lesões internas no abdômen e na coluna lombar por excessiva compressão na altura da cintura. ponto é a direção que as forças atuaram e se os ocupantes permaneceram imobilizados em seus assentos. Velocidade e força podem ser estimadas pelo exame visual dos danos causados no veículo.

Veículos destruídos provavelmente causaram mais lesões em seus passageiros. Essa informação deverá ser repassada ao médico de plantão no hospital. Essa informação será mais importante na medida em que o carro demonstrar ter sido submetido à altos impactos e o ocupante aparentemente não apresentar lesões sérias. Esse paciente necessitará permanecer em observação e freqüentemente repetir exames para identificar possíveis lesões internas ocultas.


A - Colisão Frontal

Quando um automóvel colide contra um obstáculo fixo e para abruptamente, os ocupantes continuam em movimento até colidirem com alguma superfície interna do carro. Eles podem ser ejetados e colidirem contra qualquer objeto exterior. As lesões também dependerão do lugar ocupado pelo passageiro no interior do veículo e contra o que eles se chocaram.

Motorista:



Se estiver sem cinto de segurança, ele poderá ser projetado para frente e para cima (up and over), batendo a cabeça contra o teto ou parabrisa. Seu tórax ou abdômen colidirá contra o volante e suas pernas podem prender-se sob a coluna de direção. Lesões na cabeça, pescoço, tórax, abdômen e fêmur são comuns em situações como essa. O motorista que é ejetado através do parabrisa pode apresentar qualquer tipo de lesão, uma vez que não é possível predizer o que pode ter atuado no seu corpo durante e após sua ejeção. Uma vítima ejetada tem 25 vezes mais possibilidades de morrer. Esse dado contraria o pensamento errado de muitos motoristas que acham que o cinto de segurança pode ser a causa de sua morte em um acidente automobilístico.


Cinemática do trauma

Se o motorista esta sentado em uma posição mais deitada no banco (comum em carros esportivos) o corpo com mais probabilidade, se deslocara para sob a coluna de direção e o impacto inicial será através dos pés e pernas progredindo para a pélvis. A parte superior do corpo se projetara a frente chocando-se contra o volante. A vítima apresentara comumente fraturas de membros inferiores ou pélvis bem como lesões no tórax, abdômen, pescoço e cabeça. Deslocações do joelho e do quadril e muito comum nessas situações.


2. Passageiro do banco dianteiro

Comumente chamado de “posição do morto”, porque historicamente sempre foi considerado o assento mais perigoso, as forças que atuam são as mesmas: “para cima e sobre” e “para baixo e sob”. A diferença é que a coluna de direção e o volante não estão presentes. O corpo pode impactar contra o teto, pára-brisa, painel ou o próprio assoalho. Lesões da cabeça aos pés podem ocorrer.


3. Passageiros do banco traseiro

Essas últimas estão em condições um pouco melhores porque elas se chocam com os assentos dianteiros que são menos sólidos do que o painel e a coluna de direção. Isso pode ajudar a dispersar a energia por uma área e um tempo maior, diminuindo a gravidade das lesões. Quando há passageiros no banco de trás, considere que as lesões dos que viajam nos bancos da frente serão ainda mais graves, uma vez que além dos mecanismos já descritos, temos que considerar a compressão contra o painel e o volante causada pelo movimento à frente dos ocupantes de trás. Aqui também vale o conceito dos três impactos. Primeiro o corpo da vítima colide com as partes internas do veículo, logo após os órgãos internos colidem no interior do corpo e, em seguida, é pressionado contra as paredes internas pelo corpo dos passageiros de trás.


4. Passageiros utilizando cinto de segurança

Apresentam a maior probabilidade de sobrevivência, porque evitam que os que dele se utilizam sejam arremessados contra as partes interna do veículo ou ejetados para fora dele, porém apresentam certos ferimentos característicos, quando o cinto é de dois pontos, do tipo abdominal.



Nestes casos, a rápida desaceleração em um acidente frontal, provocará o efeito de projetar o tronco e a cabeça contra o painel ou até mesmo contra o próprio joelho da vítima. É o que o norte-americano conhece como efeito “tesoura” (clasp knife). As lesões mais comuns são: traumas de face, cabeça e pescoço pelo impacto contra o painel e lesões internas no abdômen e na coluna lombar por excessiva compressão na altura da cintura.

Se a vítima estiver utilizando o cinto de três pontos, que é o mais eficiente, as lesões serão de menor extensão, porém fique atento para possível lesão na coluna cervical pelo movimento brusco para trás e para frente da cabeça, também conhecido como efeito “chicote”, bastante comum em colisões traseiras, e com lesões na clavícula por onde o cinto cruza.


CINEMÁTICA DO TRAUMA

Estuda a transferência de energia de uma fonte externa para o corpo da vítima. O entendimento do mecanismo de lesão reduz a possibilidade do socorrista não reconhecer uma lesão grave e permite que seja desenvolvida tecnologia de proteção. Para possibilitar esse estudo, é necessário que o socorrista conheça algumas leis básicas da física:

• Lei da Conservação da Energia: a energia não pode ser criada nem destruída, mas sua forma pode ser modificada;

• Primeira Lei de Newton: um corpo em movimento ou em repouso permanece nesse estado até que uma força externa atue sobre ele;

• Segunda Lei de Newton: a força é igual à massa do objeto multiplicada por sua aceleração;

• Energia Cinética. É a energia do movimento. É igual a metade da massa multiplicada pela velocidade elevada ao quadrado;

• Troca de energia: quando dois corpos se movimentando em velocidades diferentes interagem, as velocidades tendem a se igualar. A rapidez com que um corpo perde a velocidade para o outro, depende da densidade (nº. de partículas por volume) e da área de contato entre os corpos. Quanto maior a densidade do tecido maior a troca de energia.


I – TRAUMA PENETRANTE POR ARMA DE FOGO

Balística é a ciência que estuda o movimento de um projétil através do cano de uma arma de fogo (balística interna), de sua trajetória no ar (balística externa) e após atingir o alvo (balística terminal).

Os princípios da balística são extremamente  úteis na avaliação dos ferimentos por projéteis de armas de fogo. O projétil é impulsionado através do cano da arma pela expansão dos gases produzidos pela queima do propulsor. A parte interna do cano de um rifle ou de um revólver possui raias ou estrias. As espingardas têm a parte interna do cano lisa.

Quando um projétil atinge o corpo humano, sua energia cinética se transforma na força que afasta os tecidos de sua trajetória. O grau de lesão produzido por uma arma de fogo é dependente da troca de energia cinética entre o projétil e os tecidos da vítima. Quanto maior a dissipação de energia cinética, maior será a lesão. Os projéteis mais lesivos são aqueles que utilizam toda a sua energia cinética na produção da lesão.



O perfil frontal do projétil altera significativamente sua troca de energia com o alvo, sendo afetado por: forma do projétil, ângulo de penetração e fragmentação.

Alguns projéteis, como os de ponta oca e ponta macia, podem alargar seu perfil frontal após penetrarem nos tecidos; o efeito prático deste fato é aumentar a dissipação da energia cinética e consequentemente a lesão tecidual. Do mesmo modo, um projétil pontiagudo contacta menos tecido do que o mesmo projétil após um giro de 90ª.

Os projéteis que se fragmentam após penetração ou após deixarem o cano da arma (espingardas, por exemplo), também têm o efeito de aumentarem significativamente a área frontal. Os múltiplos fragmentos atingem mais tecidos, aumentando a troca de energia.

A aceleração dos tecidos no sentido lateral e de deslocamento do projétil cria um orifício ou cavidade. Em projéteis de baixa velocidade, o trajeto de destruição é apenas ligeiramente maior do que o seu diâmetro, porém, nos de alta velocidade o trajeto de destruição é significativamente maior. É produzida durante alguns milissegundos uma cavidade temporária várias vezes maior do que o seu diâmetro (até 30 vezes), com pressão sub atmosférica. Várias estruturas, como vasos e nervos, podem ser lesadas sem que tenham contato direto com o projétil. Materiais estranhos, como pedaços de roupa, podem ser aspirados pelo orifício de entrada.



O orifício de saída depende da energia cinética, da deformação, da inclinação e da fragmentação do projétil. Se o projétil gastar toda sua energia cinética cavitando o tecido, o orifício de saída pode ter aparência inócua ou mesmo não existir. Em outras situações, com pouca degradação da energia cinética mas com inclinação e deformação do projétil, o orifício de saída pode ser irregular e maior do que o orifício de entrada.

A densidade do tecido atingido é também um fator importante na troca de energia, órgãos pouco densos, como os intestinos e os pulmões, oferecem pouca resistência à passagem do projétil. Quando um tecido denso,  como o osso, é atingido, pode ocorrer fragmentação deste gerando projéteis secundários. Em tecidos como o fígado a cavitação é mais grave devido à força tensional baixa.

Em ferimentos abdominais por arma de fogo, o socorrista  deve suspeitar da existência de lesão visceral; só raramente projéteis de baixa velocidade não penetram na cavidade.


Respiração - Deglutição / Respiração - Deglutição - Alimento - Língua - Glote fechada pela epiglote - Laringe - Esôfago - Respiração - Fossas Nasais - Ar - Véu palatino (Céu da Boca) - Glote aberta - Sistema respiratório e deglutição


Traumas na Cabeça e na Coluna Vertebral - Vista Anterior - Vértebras Cervicais (7) - Vértebras Torácicas (12) - Vértebras Lombares (5) - Vértebras Sacrais - Vértebras Coccígeas - Vista Lateral Direita - 1° Cervical ou Atlas - 2° Cervical ou Áxis - Vértebra Cervical - Vértebra Torácica - Vértebra Lombar - Sacro - Ossos da Coluna Vertebral


Traumas nos Membros - Crânio - Úmero Costela - Sacro - Carpo - Metacarpo - Falanges - Tarso - Clavícula - Esterno - Coluna Vertebral - Rádio - Ulna - Fêmur - Patela - Metatarso - Falanges - Escápula - Costela - Ílio - Ísquio - Fíbula - Tíbia - Ossos do Corpo Humano


Bombeiro Oswaldo apoia para Deputado Federal o Bombeiro Civil Sampaio 5193 - PEN - Marcos de Oliveira Sampaio - Eleições 2014 - Deputado Federal - SP


Ajude à enviar um Deputado que defenda os interesses do Bombeiro Civil em São Paulo e no Brasil.

Mude o seu Voto em 2014, vamos renovar e derrubar a Bandeira da mesmice que não nos leva à lugar algum.

Bombeiro Civil vota: 5193
Obrigado...






Receita de remédio natural para prevenir AVC, (Acidente Vascular Cerebral), conhecido como Derrame e Recomendações de Prevenção do AVC




Ocorre quando há um entupimento ou rompimento dos vasos que levam o sangue ao cérebro, provocando uma paralisia cerebral, chamamos de AVC – acidente vascular cerebral.

O AVC (ou derrame) é tão terrível que causa a diminuição ou a perda total dos movimentos da face, braço ou perna de um lado do corpo.

Além disso, o derrame cerebral pode dificultar a fala, a visão e a expressão do paciente.

O tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível, pois é esse tempo que vai determinar as sequelas decorrente do AVC.


  

Veja a lista de recomendações que você deve seguir  para que evitar o AVC:

- Não fume;

- Evite bebidas alcoólicas;

- Evite o uso de anticoncepcionais hormonais;

- Pratique atividades físicas regularmente;

- Tenha uma alimentação saudável;

- Evite o estresse.

O mais importante de tudo, porém, é o último tópico: “Evite o estresse”.


Embora seja muito difícil, principalmente para quem mora em cidade grande, descansar a mente e sentir a paz de espírito é a melhor recomendação.

Nós vamos agora dar uma super força para você se proteger contra esse mal. Trata-se de uma receita antiga, da época da vovó, mas estranhamente muito pouco divulgada.

Anote:

INGREDIENTES:

200 ml de limão – qualquer variedade, menos o limão taiti.

Uma colher de sopa de sal amargo (o mesmo que sal de Epsom) – encontra-se nas boas farmácias.


MODO DE PREPARO

Misture os ingredientes e tome antes de dormir.

A receita é para ser usada apenas uma vez por ano (mas todos os anos).


Fonte: www.curapelanatureza.com.br/2014

Porque beber ou não beber água, suco ou refrigerante durante as refeições interfere na digestão?



23.8.14

Oswaldo dos Santos Pinto Filho - Bombeiro Oswaldo - Bombeiro Osvaldo - Muito Feliz pela perseguição. Abraços à todos...


Gif bombeiroswaldo 2014


Descuido e imprudência do Pai leva Menino à provocar ainimais e após descuido, tem clavícula, antebraço e braço dilacerado por Tigre no Zoológico de Cascavel-PR - Imagens fortes do membro dilacerado e pós cirúrgico já costurado




Um menino de 11 anos foi atacado nesta quarta-feira por um tigre no Zoológico de Cascavel, no Paraná, e teve o braço dilacerado pelo animal. Levado ao hospital em estado grave, o garoto foi submetido a cirurgia e teve o braço amputado. O tigre Hu, de 3 anos e meio, foi colocado em isolamento após o ataque.




Segundo nota da prefeitura de Cascavel o garoto ultrapassou a cerca de segurança e passou a correr em volta da jaula. A criança, então, colocou o braço entre as grades e acabou atacado. Visitantes do zoológico que estavam no local gravaram a cena.

Ainda de acordo com a administração municipal, o pai da criança teria ignorado as placas de perigo e os apelos dos demais visitantes ao permitir que o filho brincasse tão perto do animal. Funcionários do zoológico disseram à prefeitura que o pai teria, inclusive, incentivado o menino a correr em volta da jaula.



O jornal Bom Dia Brasil, da rede Globo, informa que o pai foi detido após o acidente e, em depoimento, afirmou que não viu o que o garoto estava fazendo porque estava ocupado cuidando do filho mais novo.

Ele foi liberado, mas poderá responder por crime de lesão corporal grave. Ainda segundo o jornal, a criança mora com a mãe em São Paulo e passava férias com o pai em Cascavel.

FONTE: veja.abril.com.br/


CUIDADO - IMAGENS FORTES À SEGUIR:
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Fonte: tragediasemortes.com




Bolsas femininas tem mais micróbios do que vaso sanitário, confirmou o professor do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maulori Cabral como foi apontado por estudo da empresa Initial Washroom Hygiene, do Reino Unido, especializada em limpeza de banheiros públicos


O estudo feito pela companhia britânica revela que o creme de mãos, batons e estojos de maquiagem são os itens mais sujos que as mulheres carregam nas bolsas.


Na avaliação do virologista, lavar as mãos de forma frequente não reduz o número de bactérias presentes nas bolsas das mulheres.

O professor do Instituto de Microbiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maulori Cabral, confirmou  à Agência Brasil que bolsas femininas têm mais micróbios do que na maioria dos vasos sanitários, como é apontado por estudo da  empresa Initial Washroom Hygiene, do Reino Unido, especializada em limpeza de banheiros públicos.



“Tem mais micróbios na superfície das bolsas das mulheres do que na superfície dos vasos sanitários. As mulheres colocam a bolsa em tudo que é lugar. Pegam na bolsa o tempo todo e ficam passando micróbios da mão para a bolsa. E ninguém passa água sanitária na bolsa”, diz.

O estudo feito pela companhia britânica revela que o creme de mãos, batons e estojos de maquiagem são os itens mais sujos que as mulheres carregam nas bolsas. Maulori Cabral concorda com a pesquisa. “É o que ela [mulher] toca mais, mas, pelo lado de fora”. Ele explicou que os batons, sozinhos,  já têm agentes antimicrobianos. O mesmo ocorre em relação ao creme para mãos. Já os frascos que contêm o creme estão à todo momento sendo segurados pelas mãos femininas.


Maulori Cabral esclareceu que quando uma pessoa segura algum objeto, transfere para ele parte da sua microbiota. “Todo bicho vivo que você conhecer tem uma população de micróbios associada ao próprio corpo. Cada pessoa tem as suas populações bacterianas. Esse conjunto de populações bacterianas que está associada ao corpo denomina-se microbiota”, disse.

Cabral descartou, entretanto, que o fato de as bolsas femininas apresentarem mais micróbios que a superfície de vasos sanitários põe em risco a saúde humana. “De maneira nenhuma. Isso tudo é injeção de pânico”. A microbiota faz parte da evolução dos seres vivos. Cada pessoa carrega cerca de 100 trilhões de bactérias. “O corpo adulto é  formado por  10 trilhões de células que são descendentes da fecundação, ou seja, da nossa origem embrionária”. Quando a criatura nasce, se contamina com bactérias, inclusive da própria mãe e, quando fica adulta, carrega dez vezes mais bactérias do que células embrionárias. “Quando você encosta em uma coisa, passa para ela seus micróbios”.

Na avaliação do virologista, lavar as mãos de forma frequente não reduz o número de bactérias presentes nas bolsas das mulheres. O que precisa é lavar as mãos sempre antes das refeições e depois de ir ao banheiro.  “Quando lava as mãos, você não se livra dos seus micróbios;  você se livra dos micróbios dos outros. Porque os seus fazem parte da sua microbiota. Os dos outros é que podem fazer mal a você, ou não”.
Cabral reiterou que os seres humanos nascem para conviver com os micróbios. “Fantasiar micróbios como algo maléfico é o maior absurdo”. Ele disse que as crianças tomam lactobacilos vivos porque isso faz bem à sua saúde e disse que a contaminação microbiana é uma coisa natural. Embora sejam invisíveis, os micróbios são os seres mais poderosos do planeta, avaliou o professor da UFRJ.
Os micróbios fazem parte do cotidiano. Cabral explicou que como o ser humano é um animal social, os homens cumprimentam uns aos outros, trocando micróbios no aperto de mãos. “A primeira coisa que você faz é: fique com um pouco dos meus micróbios e me dê um pouco dos seus”. Quando há mais intimidade com a outra pessoa, trocam-se beijos. “Aí a coisa complica” porque, segundo Cabral, cada gotícula de saliva tem 100 mil bactérias. “Mas, tem coisa melhor do que trocar bactérias?”, brincou o professor. Isso significa que quanto mais íntimo for o cumprimento, mais a microbiota é compartilhada.

 


22.8.14

Trauma nos Membros - Imobilização de clavícula ou escápula e de tornozelo ou pé


Campo de Visão e Visão Binocular - Até onde a utilização de Boné, Chapéu e Capacete reduz o campo de visão ocasionando acidente na cabeça - Prevenção de acidente no trabalho






Visão Binocular - Como os dois olhos trabalham em conjunto, chamada Visão Binocular - Percepção simultânea - Fusão e estereopsia - Profundidade, largura e altura - Parte central do campo de visão - Campo de visão primário - Campo de visão periférico

Como os dois olhos trabalham em conjunto - a chamada Visão Binocular

 

Visão Binocular é o trabalho conjunto dos dois olhos


Para que isto ocorra os dois olhos, como órgãos, tem que estar em sua plena capacidade e funcionalidade, ou seja, sadios.

Percepção simultânea, fusão e estereopsia ou 3
ª dimensão ou visão de profundidade; estes são os 3°/estágios da visão binocular.

O mundo físico, do qual deriva a experiência visual, tem dimensões - profundidade, largura e altura. O homem é capaz de fazer, com precisão e segurança, avaliações sobre a posição, distância, forma e tamanho dos objetos. Essa habilidade é a base necessária para todos os nossos atos, desde enfiar a linha em uma agulha até saltar entre rochedos. De que mecanismo o homem se vale para ver o mundo tridimensional, com os objetos nos lugares certos a distâncias que ele pode avaliar com notável precisão e rapidez?


Apesar de os dois olhos do homem olharem na mesma direção ao mesmo tempo e estarem coordenados para combinar suas duas imagens, seus centros são separados por um espaço de uns 7 cm e, portanto, não visam exatamente a mesma linha. Se você segurar a sua mão direita a uns 30 cm na frente do nariz, com a ponta do polegar mais perto do rosto, verificará que a mão é um volume de contornos arredondados, com frente e costas, um lado de cá e um lado de lá. Fechando o olho direito, verá mais a palma da mão e pouco das juntas. Feche o olho esquerdo e olhe com o direito; a palma desaparece e as juntas são vistas melhor.
Embora as imagens dos dois olhos sejam combinadas de modo exato, continuam distintas o suficiente para dar este efeito e volume, criando assim uma nítida indicação binocular.


Quase todos os animais, dos insetos ao homem, têm dois olhos. São raros os seres de um só olho, como os ciclopes, diminutos crustáceos de água doce, de 1 mm de comprimento. Algumas espécies têm três olhos. As aranhas têm geralmente oito olhos. Porém, a regra geral são dois olhos. Mas a posse de dois olhos não garante a visão tridimensional, a não ser que eles estejam dispostos de modo que possam focalizar ao mesmo tempo e a menos que os dois campos de visão se justaponham regularmente no ponto de convergência e haja troca de sinais nervosos. Para que isto se verifique, naturalmente, os olhos devem estar situados na cabeça, de tal forma que possam voltar-se mais ou menos para a mesma direção - como no caso dos animais de rapina, dos gatos, lobos ou corujas, cuja necessidade de avaliar exatamente a distância para a caça é óbvia. 
Os animais que pastam, como coelhos, cavalos e veados, têm os olhos localizados em cada lado da cabeça. Para eles a percepção de profundidade não é tão importante quanto a visão completa, em círculo fechado, pois estão mais interessados em evitar atacantes do que em caçar. Assim, o cavalo pode ver em todas as direções sem mexer a cabeça, mas sua visão tridimensional do mundo é muito limitada.


Os olhos do homem ficam na frente da cabeça. Isso reduz o campo de visão para apenas 180 graus, mas aumenta a visão tridimensional. Como é um animal caçador, o homem precisa ver em profundidade. 


Cada olho abrange um arco de 150 graus, como mostra a figura acima. Onde os campos visuais se sobrepõem (parte do meio), a pessoa tem visão binocular.



Fonte: (Texto adaptado de: Biblioteca Científica Life, Livraria José Olympio Editora)